Hoje é o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres. Esta data visa sensibilizar a sociedade para a eliminação de todas as formas de violência e discriminação contra mulheres e raparigas, em todo o mundo. Em vários locais lê-se que a “Polícia regista o valor mais alto de ocorrências de violência doméstica dos últimos sete anos” e que “a GNR e a PSP registaram, nos primeiros nove meses deste ano, um total de 25.327 ocorrências de violência doméstica. Segundo dados da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), este é o valor mais elevado dos últimos sete anos, contabilizado à data de 30 de setembro de 2025.”
Esta “praga” instalada na sociedade moderna, onde a individualidade de cada ser humano é, cada vez mais, desprezada e ridicularizada, dá espaço à ascensão de um dos crimes mais dissimulados e hediondos, disfarçado de amor!
Está mais do que na altura de nós, sociedade, tomarmos consciência contra o CRIME DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA!
Não podemos dar-nos ao luxo de “assobiar para o lado”, quando, próximo de nós, conhecemos casos dramáticos onde o amor passou a ser posse, onde o ciúme doentio passou a ser palavra de ordem, retirando total liberdade de expressão e liberdade física, dando lugar ao medo, à repressão e ao isolamento social daqueles que amamos!
A violência nunca poderá ser normalizada nem banalizada mas, infelizmente, a sua banalização tem-se intensificado cada vez mais, como se de uma normalidade se tratasse.
Quando se ama verdadeiramente, o amor é leve, livre e despojado de qualquer tipo de contrapartidas ou interesses.
Este ano de 2025 tem sido desolador relativamente a este crime, não poupando qualquer tipo de contexto social, familiar, académico, de namoro, etc. Temos de ser todos mais proativos, como sociedade, tendo a obrigação de travar este flagelo social que não escolhe idades, género, nem estrato social.
Em pleno século XXI, na era da informação e das redes sociais, com tantos mecanismos de apoio, não podemos continuar a permitir que este crime continue a existir! O ditado popular deixou de fazer sentido, pois entre marido e mulher, namorado e namorada, devemos, sim, “meter a colher” quando o assunto é VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, a perda da liberdade e da identidade.
Que as gerações atuais e futuras deem início a uma profunda mudança de mentalidades, onde o amor e o respeito pelo outro/a permaneçam ad aeternum nos corações de cada um de nós, em vez do medo, da posse ou da perseguição.
Amigos lousadenses, juntos somos muito mais fortes e, como tal, vamos fazer dessa força e coragem “bandeira” da nossa luta contra a VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, na nossa vila e no nosso país!
A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA É CRIME!
LUTEMOS JUNTOS CONTRA ELE!
Sónia Marques
Lousada, 25/11/25













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