por | 26 Nov, 2025 | Economia, Opinião

No dia 19 de novembro, assinalou-se o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, uma data que convida à reflexão sobre o papel das mulheres na economia e no tecido empresarial português. Em tempos em que tanto se fala de inovação, digitalização e sustentabilidade, é impossível ignorar o contributo cada vez mais visível e decisivo das mulheres empreendedoras no país.

Nos últimos anos, Portugal tem assistido a um crescimento significativo de negócios liderados por mulheres. Desde startups tecnológicas e projetos sociais a pequenos negócios locais, o empreendedorismo feminino tem vindo a afirmar-se como uma força transformadora. As mulheres estão a criar empresas, a gerar emprego e a redefinir a forma como se faz negócio com mais empatia, colaboração e propósito.

Contudo, esta caminhada não é isenta de obstáculos. Persistem desafios estruturais que dificultam o acesso das mulheres ao financiamento, às redes de contacto e a oportunidades de mentoria. Ainda hoje, muitas empreendedoras enfrentam o duplo fardo de conciliar a gestão de um negócio com responsabilidades familiares. E se é verdade que o talento não tem género, o mesmo não se pode dizer das condições de partida.

É, por isso, fundamental que o país olhe para o empreendedorismo feminino não como uma causa, mas como uma estratégia de desenvolvimento. Apoiar mulheres empreendedoras é investir numa economia mais diversificada, resiliente e inovadora. Significa criar políticas públicas eficazes, programas de financiamento sensíveis ao género e redes de apoio que unam mulheres de diferentes setores e gerações.

Por outro lado, também as comunidades locais como autarquias, associações empresariais e escolas, têm um papel determinante neste processo. Promover a educação empreendedora desde cedo, valorizar o exemplo das empreendedoras locais e dar-lhes visibilidade mediática são passos essenciais para inspirar outras mulheres a acreditar que é possível.

No fundo, celebrar o Dia do Empreendedorismo Feminino é mais do que homenagear mulheres que criam negócios. É reconhecer aquelas que, com coragem e criatividade, transformam ideias em impacto. É celebrar todas as que fazem do seu trabalho um ato de resistência e de esperança num futuro mais justo e equilibrado.

Porque quando uma mulher empreende, não é só ela que avança, é toda a sociedade que progride.

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