O cantautor americano Tom Waits disse que “a maioria das pessoas não quer saber se lhes estão a dizer a verdade ou a mentir, desde que se sintam entretidas”. É contra o conformismo das massas e o populismo de ditadores que Edgar Queirós se perfila neste seu livro de estreia: Versos em Desordem.

Admirador confesso daquele músico americano e de outros congéneres como Kendrick Lamar e Frank Zappa, o jovem lousadense é apreciador do multiculturalismo e da música como veículo para contestar e desassossegar. O autor, que tem o pseudónimo Captain Lungheart, declara-se irreverente e contra o conformismo, seja ele político, social ou cultural.
O livro foi lançado pela editora Cordel de Prata e a sessão de apresentação foi organizada pela Cooperativa Inov Lousada, na Casa da Juventude de Lousada. O evento aconteceu no final da tarde desta sexta-feira e contou com a presença da vereadora da Cultura, Eduarda Ferreira. A autarca relevou a iniciativa do jovem e sublinhou que “o Município de Lousada precisa de jovens como o Edgar, jovens que produzam e que façam parte desta nossa intenção de levar a cultura a toda a gente”.

Na mesa do evento esteve também a docente Isabel Caldeira, que foi professora de Edgar Queirós no ensino secundário. Recordou vivências escolares do aluno de há cerca de três anos, quando já se destacava pela acutilância e originalidade das suas intervenções nas aulas de Português.
As convidadas de honra leram passagens de Versos em Desordem, que é formado por poemas bastante autobiográficos e com um pendor crítico acentuado. Sobre o futuro, Edgar Queirós revelou que está a deixar a poesia de lado e se tem dedicado mais à prosa, que poderá resultar noutro livro, mas num futuro ainda distante.
Em representação do Conselho de Administração da Inov Lousada, Carlos Manuel Nunes iniciou e encerrou o evento, enaltecendo o papel desta entidade, que se tem dedicado ao apoio à cultura lousadense.














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