A 61ª edição de O Louzadense sai por coincidência no dia de S. Martinho.
Segundo a lenda, num dia frio e tempestuoso de outono, um soldado romano, de nome Martinho, percorria o seu caminho montado a cavalo, quando deparou com um mendigo cheio de fome e frio. O soldado, conhecido pela sua generosidade, tirou a capa que envergava e com a espada cortou-a ao meio, cobrindo o mendigo com uma das partes. Mais adiante, encontrou outro pobre homem cheio de frio e ofereceu-lhe a outra metade.
Sem capa, Martinho continuou a sua viagem ao frio e ao vento quando, de repente e como por milagre, o céu se abriu, afastando a tempestade. Os raios de sol começaram a aquecer a terra e o bom tempo prolongou-se por cerca de três dias.
Recordo esta lenda para ilustrar a diferença de quem está na política como missão e não apenas para beneficiar dessas suas participações políticas. O soldado Martinho não era político, mas preocupava-se com o seu semelhante. Os atuais políticos nacionais não têm sentido de estado nem estão preocupados com o seu semelhante concidadão. Conseguiram colocar o país numa situação desconfortável e de difícil definição. Não se sabe ainda como serão geridos os dinheiros de apoio à crise pandémica. Há duas semanas atrás, já abordamos a situação política do país, ainda com alguma esperança que a solução não fosse eleições legislativas antecipadas. Esta atual bipartidarização do país, bem como a sua organização em partidos ainda muito “clássicos”, ou seja com uma clientela fixa que gravita nos núcleos centrais partidários, só prejudica o país. Não há sentido de estado e nem missão coletiva. Coloca-se em causa o país por lutas intestinais, de onde só resulta porcaria. Uns para colocar os seus “boys”, outros para terem lugar em listas de deputados e ainda outros para terem lugares em empresas financiadas direta ou indiretamente pelo estado. Com tudo isto, aceleram-se as desigualdades, a injustiça e a corrupção.
Luís Santos é o nosso “Grande Louzadense”! Oriundo da freguesia de Caíde de Rei, desde de novo se dedicou à sua adorada freguesia. Passou pelo Sport Clube de Caíde de Rei, pela Associação dos Voluntários de Caíde de Rei e foi presidente da junta de freguesia. Homem simples, discreto, mas ativo, reconhece-se na sua pessoa um homem bom e disponível para ajudar o próximo.
Na rubrica “Cidadania” temos Belmiro Serra. Foi e é o grande impulsionador da Feira de Colecionismo e Velharias de Lousada. Feira já com grande impacto, que conta com mais de 50 vendedores e colecionadores. Arrasta visitantes de outras localidades à procura desta ou daquela peça que lhes interessa. Belmiro Serra tem uma vida dedicada ao colecionismo. Para além do que compra e vende, guarda em casa uma coleção de selos com mais de 100 mil de todo o mundo.
Nesta edição relevamos a Associação de Solidariedade Social de Nespereira (ASSN) que germinou em 1990 e está prestes a inaugurar novas instalações. A instituição passa a usufruir de uma área total aproximada de 2900 metros quadrados, sendo que 1900 são de área coberta.
Como recentemente tivemos o dia dedicado aos nossos familiares já desaparecidos, quisemos conhecer a realidade do negócio das flores, que tem nessa altura um incremento significativo.
O Louzadense mantém a sua diversidade de temas, propondo-se aproximar os lousadenses da sua identidade e bairrismo.
Continuem a seguir-nos!
Boa leitura!












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