por | 30 Nov, 2021 | Opinião

Conversas à Margem 

Rubrica Edge Coletivo (José Moreira e Gonçalo Mota) 

A arte é vista como um ofício para os loucos e criativos, no entanto, continua a ser muito subjetiva. A definição é abstrata e não há uma resposta concreta. Nós, “artistas”, consideramos ser um pouco alucinados, presos no nosso mundo e imaginação, traço este que nos leva a criar tramas e manchas, a partir de academias a lugares inócuos, onde a arte, por norma, não teria lugar. Esta está por todo o lado, acompanhada pela “loucura”. 

“…É fundamental que uma pessoa seja louca e criativa.”(Abi Feijó, 2021 1ª Edição Revista Edge). Abi considera que a loucura, no seu melhor sentido, é essencial para a criatividade de um artista, uma pessoa que se acomode à normalidade como artista não terá mais valias. 

Este desvaloriza os limites no que toca ao seu trabalho, todavia quer potencia-los ao extremo. Refere que hoje em dia os limites na arte são testados constantemente e que as fronteiras estão de tal forma esbatidas que a criação metafórica de limites é apenas puro entretenimento. 

Abi Feijó é realizador, produtor e professor de cinema de animação, para além de Diretor da Casa Museu de Vilar. 

Enquanto estudante da Escola Superior de Belas Arte ambicionava fazer banda desenhada, no entanto, foi o Cinema de animação que lhe captou mais a atenção devido ao potencial artístico da área. Ainda muito jovem foi para o Canadá, como pupilo do produtor cinematográfico canadiense Pierre Hébert, onde esteve 5 meses no “National Film Board” a conviver com vários artistas de proveniências diferentes. 

Sobre o mote limites (tema da 1ª Edição Revista Edge) o artista revela que o que mais faz é testá-los e ver até onde pode ir. Fala de como a Arte Moderna atual é a “(…)transgressão dos limites…as fronteiras esbatem-se(…)”. Conclui este tema dizendo “(…) hoje o que existe é quebrar os limites.”. 

Por conseguinte, a irreverência do artista será sempre um ingrediente, juntamente com a loucura, para uma receita de sucesso no mundo das artes. É seguro dizer que a aceitação deste traço é importante para cada criação, pois ,só assim é que é colocado uma parte inteira de “nós” em cada pedaço da mesma. 

“Conversas à margem” é mesmo isso, um diálogo honesto da nossa parte, Edge Coletivo. Uma parte de nós num pedaço de papel, manifestando-a de acordo com os nossos ideais e pensamentos.

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