É por muitos conhecida como “a rua do Hospital”, mas esta artéria importante da Vila de Lousada chama-se Rua Major Arrochela Lobo.
Refere-se a uma notável personalidade política e associativa do século passado: Carlos Augusto Arrochela Lobo. Nasceu em Vilar do Torno (Lousada) a 16 de janeiro de 1892, filho de João Carlos de Arrochela Lobo e de Joaquina Emília de Sousa Machado.
Destacou-se na vida militar como oficial de Infantaria, mas foi sobretudo na vida política e autárquica que mais se notabilizou. Foi Governador Civil dos distritos da Guarda e de Beja, foi Vereador e Presidente da Câmara de Penafiel (1928-1936), Comissário do Desemprego e Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lousada, na qual foi grande obreiro do novo Hospital.
Foi também Secretário do Conselho Municipal e grande entusiasta da ligação do caminho-de-ferro de Penafiel à Lixa.
Recebeu as Comendas da Ordem Militar de Avis e da Ordem de Mérito Industrial. Casou pela primeira vez com Maria da Assunção Mesquita Pimentel a 11 de dezembro de 1918, e da segunda vez com Maria Beatriz de Vasconcelos Simões, a 2 de abril de 1955, em Arroios (Lisboa)
O Major Arrochela Lobo faleceu a 2 de junho de 1968, em Lisboa. Foi sepultado em Lodares (Lousada), onde viveu durante alguns anos. Teve dois filhos: Orlando e Carlos (Mesquita Pimentel de Arrochela Lobo).
Refira-se que este foi um dos raros casos da toponímia lousadense em que o nome foi atribuído durante a vida da pessoa distinguida. Isso aconteceu em 19 de Janeiro de 1962 altura em que a Câmara Municipal de Lousada era presidida por Joaquim Burmester de Abreu Malheiro.














Privei com o Major Carlos Arrochela Lobo , meu primo em grau distante, na decada de 60 do sec.XX , em Lisboa, até ao seu falecimento em meados de 1968. Esse convívio foi semanal de 1961 a 1965 nº prédio do Areeiro, 8° andar, quando eu era Cadete da Armada em regime de internato e, mais frequentemente, a partir daí quando já era Guarda-marinha e 2° Tenente. Em período de férias, eram frequentes as visitas ao casal na sua Casa de Lodares em Lousada com disputadas “suecadas” em companhia de meus Pais e dos Tios-Avós da “ Casa do Casal” sita em Vila Verde de Felgueiras.
Ao mesmo tempo que conheci o Primo Carlos Arrochela, conheci a segunda Mulher, a Prima Beatriz, sua filha Naná e o seu genro Fernando, com quem convivi até estar em comissão de serviço em Moçambique, de 1971 a 1973, bordo da Corveta “ NRP General Pereira d’Eça” tendo a Prima Beatriz falecido enquanto lá me encontrava.
A minha Irmã Maria Emilia que os conheceu durante os seus estudos na Escola Politécnica de Lisboa continuou a conviver com a filha e genro da falecida Prima Beatriz para além do meu regresso a Lisboa.
Foram muito meus amigos e dos meus Irmãos Antonio e MªEmilia, bem mais tarde também do meu irmão mais novo, Nuno.
Ainda que Primos afastados , deixaram saudades.