CONVÍVIO NÃO SE REALIZAVA DESDE 2018
À data e hora marcada no convite (11:00h, de 30 de setembro) muitas dezenas de antigos alunos do Colégio Eça de Queirós, de Lousada, foram chegando à Praça das Pocinhas, local marcado na convocatória da organização deste convívio anual. Vinham ansiosos por um convívio que não se realizava desde 2018 e cuja primeira edição remonta a 1980.
Aquela instituição de ensino, que existiu na rua Visconde de Alentém entre 1951 e 1983, sucedendo ao Colégio Lousadense, marcou várias gerações de cidadãos e a vida pública local, provocando a saudade em quem por lá passou. O movimento dos antigos alunos constituiu-se em associação, a qual recebeu a Medalha de Ouro de Mérito Municipal, em 27 de Julho de 2001.
O principal organizador do evento deste ano, José da Silva Valinhas Cerveira, disse-nos que “a pandemia esmoreceu um bocado o encontro dos antigos alunos, que ano após ano foi sendo adiado, até que eu aceitei o repto que me foi lançado e com a ajuda da Maria José Sousa e do Jaime Peixoto, metemos mãos à obra e aqui estamos com sentido de missão e camaradagem”. Este organizador congratulou-se pela adesão de tantos antigos alunos, “muitos dos quais vieram de localidades distantes”.
“É uma alegria muito grande rever antigos colegas e recordar histórias dos tempos do colégio, onde vivíamos como uma grande família que a todos marcou”, referiu um dos mais assíduos participantes nestes e convívios, o médico Afonso Magalhães, que está radicado nos Açores.
Também Agostinho Barros faz questão de estar sempre presente. Entre as muitas memórias partilhadas por este lousadense, há uma que faz rir mesmo quem já conhece este relato: “certo dia levei um rato para a sala de aulas, onde amarrei o rabo ao caderno de sumários e a vítima foi o Padre Jorge, do Unhão, que ao tirar o sumário da gaveta saltou-lhe o rato, e o professor deu um salto, perante a risada geral; ele levou a mal, reuniu o colégio e eu ia sendo punido com uma expulsão, o que não chegou a acontecer”.
Memórias de antigos professores há-as boas e más, que o diga Jaime Peixoto, que guarda “memórias negativas do Dr. Abreu, que não me gramava”, mas dá “mais valor às memórias positivas e entre elas destaco o professor Couto dos Reis, que gostava da minha boa disposição e repetia muitas vezes «ó Jaime, você é um pândego»”.
O convívio deste ano começou com uma visita ao Centro Interpretativo da Rota do Românico, que se encheu de visitantes visivelmente animados, começando ali um convívio que se prolongou pela tarde adiante, num almoço-convívio.
Antes disso, na escadaria do Jardim do Senhor dos Aflitos aconteceu um dos momentos altos deste evento quando posaram para a tradicional fotografia 90 antigos alunos. No almoço que se seguiu, na Quinta da Pousada, em Lodares, estiveram cerca de 130 pessoas.
A comissão organizadora do evento foi constituída por José Valinhas, Maria José Sousa e Jaime Peixoto.
















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