por | 11 Jul, 2024 | Economia, Sociedade

Lousacapotas: Uma empresa familiar com visão e capacidade de gestão reconhecida

A Lousacapotas, uma empresa com sede em Figueiras com uma denominação que ecoa diariamente pelas estradas de Portugal e até no estrangeiro, começou há 34 anos graças à visão empreendedora de José Moreira de Sousa, fundador e um homem cuja história de trabalho e dedicação merece destaque.

Nascido e criado em Beire, uma freguesia de Paredes, este empreendedor considera Lousada como a sua verdadeira casa. Aos 73 anos, continua a fazer parte ativa da gestão da empresa, em parceria com os seus três filhos.

Instalações da Lousacapotas

Uma empresa que nasceu da necessidade “de uns remendos” numa lona

Tudo começou em finais dos anos 80, quando José achou que o preço cotado para fabricar um novo toldo para seu veículo de mercadorias era excessivo. Naquela altura, recorda, o cansaço de viajar diariamente por todo o país, no âmbito da sua atividade comercial de compra e revenda de rações e palha, também já se começava a manifestar e o empresário, confessa, ansiava por uma mudança.

“Precisava de uns toldos para cobrir o meu camião e vi que o preço era elevado. Uns indivíduos que tinham um circo acabaram por fazer uns remendos e a partir daí comecei a estudar a ideia” de enveredar pela área dos encerados.

A 16 de julho de 1990, a Lousacapotas iniciou as suas atividades num espaço próximo à casa de José, em Cristelos, com oito funcionários e a sua esposa como sócio-gerente. Além dos encerados, a empresa também se dedica à construção de estruturas metálicas e carroçarias, bem como à importação e revenda de veículos, inicialmente ligeiros de passageiros.

“Mas comecei a notar que os automóveis não era bem a minha coisa e comecei a importar ligeiros e pesados de mercadorias, para revenda”, acrescenta.

Com o tempo, a Lousacapotas cresceu, bem como o número de funcionários, mudando-se para novas instalações em Figueiras, em 2000, onde hoje ocupa cerca de 7 mil metros quadrados e emprega aproximadamente 40 pessoas.

A equipa inclui serralheiros, mecânicos, pintores e outros profissionais especializados na reparação e restauração de veículos de mercadorias, bem como um “staff” dedicado ao fabrico de produtos encerados.

Encerados para todo o tipo de usos e coberturas

Na área dos encerados, a empresa oferece uma ampla gama de produtos, desde toldos para fins comerciais até coberturas para casas privadas, piscinas e veículos de mercadorias. Além disso, produz e comercializa tendas, pérgolas, guarda-sóis e cortinas, entre muitas outras soluções.

Curiosamente, a Lousacapotas também fabrica os toldos articulados das mangas de acesso aos aviões no Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, e já realizou substituições de toldos para-ventos no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, revela o gestor.

Embora o mercado seja principalmente nacional, a empresa também tem negócios no exterior, incluindo Suíça, Luxemburgo, França e Espanha.

Gestão distinguida pelos prémios PME Líder e PME Excelência

Apesar dos seus 73 anos, José Sousa trabalha todos os dias na empresa, mas a maioria das tarefas são delegadas nos seus três filhos, um deles o comercial que trata de vendas em Portugal e no estrangeiro, e com grande autonomia.

A gestão familiar da Lousacapotas tem sido reconhecida com as distinções PME Líder e PME Excelência, selos de reputação criados pelo IAPMEI e Turismo de Portugal para destacar o mérito das Pequenas e Médias Empresas com desempenho superior.

Possui, também, certificação para produtos encerados que permite o seu uso em veículos de mercadorias que circulam no espaço europeu. Além disso, trabalham na certificação de processos envolvidos no restauro de veículos importados, especialmente na área da serralharia, para cumprir as novas regras de revenda de usados importados.

“Todos os nossos trabalhos têm garantia”, acrescenta o empresário.

José Moreira de Sousa fundador da Lousacapotas

Peso do estado nas finanças da empresa “é injusto”

José Sousa também expressa críticas ao ambiente de elevados impostos cobrados às empresas, em Portugal. Reconhece que aumentar os salários dos trabalhadores “é justo”, mas os encargos impostos pelo Estado e os custos suportados pelos empresários precisam ser mais equilibrados.

“Aumentar o salário aos trabalhadores é justo, porque precisam de ter condições e uma vida digna. Mas o que não é justo são os encargos que o Estado nos impõe e aos custos que suportamos. Por exemplo, temos um desconto de 50 por cento no IVA aplicado ao gasóleo, por que não 100 por cento? É injusto”, conclui.

Comentários

Submeter Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Artigos recentes

AGRADECIMENTO

COM ETERNA GRATIDÃO, eu, Maria Irene Monteiro, venho, através d’ O Louzadense, agradecer o imenso...

Montalegre voltou a ser palco de mais uma jornada intensa do Campeonato Nacional de Rallycross...

Os maiores inimigos da liberdade, ironicamente, são, precisamente, aqueles que dizem ser os seus...

Editorial 163 | Pseudo Abrilistas

São 52 anos de Abril, 50 anos da Constituição da República e, muito em breve, 50 anos do Poder...

Quando a igualdade falha, a democracia enfraquece

Fala-se frequentemente de democracia e liberdade como valores adquiridos, quase garantidos, em...

Lousada não tem donos

Há um tipo de poder que não se impõe pela força. Instala-se devagar, em silêncio, aproveitando a...

Bombeiros de Lousada apelam às pessoas para consignarem o seu IRS

Sem custos para os contribuintes, ao preencher a respetiva declaração anual, eles podem atribuir...

Ferragens Vale do Sousa renovou o Salão de Exposições

DATA ESCOLHIDA PARA RECORDAR O CO-FUNDADORAs Ferragens Vale do Sousa são uma empresa de referência...

Educar com afeto é, antes de tudo, reconhecer que cada criança é um universo inteiro por...

Antes de existirem tanques públicos, a roupa lavava-se nos rios, nas ribeiras ou em pequenas...

Siga-nos nas redes sociais