Os incêndios florestais são um desastre recorrente e imprevisível com impacto a nível material, ambiental e psicológico: perda de bens/imóveis/terrenos, fragmentação de comunidades, doenças do foro psicológico como a depressão, ansiedade, psicose, perturbação do stress pós traumático e, infelizmente, o luto.
Os incêndios podem afetar psicologicamente uma sociedade através do trauma que ocorre com exposição direta (pessoas que enfrentaram diretamente os incêndios, bombeiros) ou indireta (assistir em direto na televisão); e através do “luto” devido à perda de entes queridos e/ou materiais. Existe uma regra de ouro para a distinção entre “luto” e “trauma”: O luto começa ao fim de alguns meses; porém o trauma é instantâneo, como podemos observar com a exposição aos vários incêndios a que temos assistido.
As consequências destes desastres são visíveis e alastram-se a todos os cidadãos e cidadãs, quer habitem ou não em zonas afetadas pelo fogo. Contudo, existem formas ativas para combater os danos psicológicos causados pelos incêndios:
- Organizar ou participar ativamente no apoio às pessoas afetadas: Pedindo sempre informação junto das instituições que coordenam a resposta de ajuda sobre como podemos contribuir, não interferindo com as equipas de profissionais envolvidas.
- Não criticar, mas incentivar para continuar e melhorar o apoio, Todos somos afetados; devemos ser tolerantes uns com os outros.
- Participar nas manifestações comunitárias de dor e pesar. Estas manifestações são importantes para confortar, alguns membros da comunidade afetados, com a expressão dos sentimentos de todos.
Lembre-se: É um país que arde.
É toda uma nação que sofre.
Cuidemos uns dos outros!
Andreia Moreira
Psicóloga












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