por | 23 Nov, 2024 | Sociedade, Uncategorized

Para quando o «Transporte a Pedido»?

ESTÁ PROMETIDO DESDE 28 DE DEZEMBRO DE 2023

Chama-se LIGA – Transporte Flexível a Pedido, está prometido para Lousada pela Câmara Municipal há quase um ano, mas ainda não foi implementado. Para já são os concelhos de Baião, Celorico de Basto, Cinfães e Resende que podem utilizar esse serviço de transporte flexível a pedido, que assegura deslocações até à sede de concelho e centros de saúde em paragens e horários definidos. Os passageiros terão de efetuar reserva até às 15h do dia útil anterior ao da viagem.

À semelhança do transporte coletivo regular, o Transporte a Pedido tem paragens e horários pré-definidos. No entanto, distingue-se do transporte regular por só circular quando é previamente solicitado pelo passageiro através de uma central de reservas. Tem sido implementado em diversos concelhos e até algumas freguesias já o fazem autonomamente, mas em Lousada está a marcar passo.

Trata-se de um serviço público complementar à rede regular de transporte rodoviário em localidades ou períodos em que a oferta de transporte é insuficiente. Os referidos concelhos são dos mais necessitados em vários âmbitos e os transportes é um deles. O mesmo ocorre em Lousada, onde a escassez de autocarros é por demais evidente, com freguesias como Torno, Vilar do Torno e Alentém, Cernadelo, São Miguel e Santa Margarida a reclamar mais serviço nessa área.

Por isso, o transporte a Pedido foi prometido a 28 de dezembro na Assembleia Municipal (AM), mas quase um ano depois ainda nada se sabe acerca disso.

Na referida sessão da AM do ano passado, o presidente da Câmara, Pedro Machado disse, relativamente aos transportes, que conforme já tinha referido na assembleia anterior “e também na última ou penúltima reunião da Câmara, que estamos a entrar numa nova fase, a partir de 1 de agosto, na fase de exploração do contrato da concessão dos transportes”.

“Neste momento, os municípios do Tâmega e Sousa estão a fazer uma análise para ver se é possível introduzir algumas melhorias na qualidade de serviço, com alterações, eventualmente, de horários de circuitos ou com o incremento de alguns circuitos, mas como já disse aqui, mais do que uma vez, quando se incrementa um serviço, se o mesmo não for sustentável, quem o mandar fazer tem de o pagar”, asseverou o autarca acerca do alargamento da rede de carreiras.

Posto isso, “é importante que nessa análise que estamos a fazer, haja outras ferramentas para resolver aqueles problemas em que há necessidade, mas há pouca procura, insuficiente para justificar a existência de carreiras regulares”. Ao falar de “outras ferramentas” o autarca estava a referir-se ao «Transporte a Pedido».

Referindo-se a essa medida, divulgou na ocasião que “em Resende, Baião e Cinfães está a ser uma experiência muito bem sucedida” e divulgou que “uma deputada intermunicipal de um dos concelhos abrangidos, enalteceu a medida e disse que ela precisa é de ser mais publicitada porque ainda há muitas pessoas que desconhecem a sua existência”.

Veículo de Transporte a Pedido, em Coimbra

O presidente do município lousadense disse ainda que o transporte a pedido se iniciaria em Lousada “no dia em que vai iniciar o novo contrato de concessão de transporte público rodoviário, que será no dia 1 de agosto”. E mostrou-se “convencido que se vai notar uma diferença grande em toda a comunidade intermunicipal naquilo que é a oferta de transporte público”.

Num outro momento da mesma sessão da AM, Pedro Machado voltou à carga no tema dos transportes, sublinhando que “esta questão da mobilidade vai melhorar, vai haver aqui um serviço novo de transporte, uma situação muito interessante que também falarei em sede de orçamento, que é o Transporte a Pedido, que já foi aprovado e vai iniciar em agosto do próximo ano, que é um serviço chamado Liga e que já vai abranger Lousada no próximo ano, que é exatamente o transporte a pedido para ser mais sustentável, mais direcionado, mais focalizado na necessidade do cidadão. Parece-me a mim que esta será uma boa alternativa”.

Muitas dúvidas subsistem após a promessa de implantação do serviço. Quando se inicia? Em que moldes? Será fornecido por taxistas? Ou mini autocarros elétricos?

Questionado na semana passada, o autarca lousadense não respondeu em tempo útil, ou seja antes do encerramento desta edição.

Entretanto, vários concelhos avançam no fornecimento de alternativas de transporte. Em Guimarães entrou em vigor no início do mês de outubro o projeto Vitrosbus, o transporte flexível a pedido. A apresentação do projeto contou com a presença de Teresa Santos, adjunta da Secretária de Estado da Mobilidade, em mais uma edição da Vitrus Talks, tendo decorrido em frente à Câmara Municipal de Guimarães.

Mini autocarro elétrico. Transporte a pedido, em Guimarães

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