Não conseguia esquecer aquilo que tinha lido no livro oferecido pelo seu avô paterno há muitos anos atrás.
Relembrava, com muita saudade, o preciso momento em que fixou o seu olhar deslumbrado nas montanhas rochosas e nevadas que surgiam naquela capa única, como único também era o Amor que unia dois seres humanos na altura inseparáveis.
Aquele sonho não tinha começado consigo, mas com o fotógrafo da Natureza, o avô do seu avô, que percorreu aldeias e aldeias, vilas e vilas, cidades e cidades, o Mundo!
Em uma das expedições por terras longínquas, onde as montanhas tocam o céu, num certo ano, decidiu seguir o seu legado, que já atravessava várias e várias gerações, e em busca da imagem perfeita daquele felino misterioso e inspirador.
O caminho não se apresentava nada fácil e o material de trabalho dificultava o passo. Levava consigo uma máquina que captava o perto, o longe, o fantástico…
Naquele dia, o seu olhar peculiar tentava encontrar a Pantera das Neves procurada pelos seus antepassados.
Deitou-se no chão gelado e desconfortável, a aguardar aquele instante em que iria oferecer um presente a quem já tinha partido, mas que o vigiava do Alto.
Encostada a uma parede fria da montanha, lá estava ela, com os seus olhos verdes cristalinos, as suas orelhas atentas e aquele pelo suave e camuflado.
Tinha chegado a hora tão esperada, a lente do fotógrafo estava preparada para a fotografia da sua vida.
Finalmente, o sonho concretizou-se, os seus olhos brilharam como diamantes, o seu coração bateu tal o voo de um beija-flor, tantas emoções juntas levaram-no à felicidade inacabada.
Fixou-o, lá do ponto íngreme da montanha, e repentinamente três crias peludinhas revelaram-se junto a si, eis a famosa Pantera das Neves!
7ºA EBPMS
Agrupamento de Escolas de Lousada

Ilustração realizada pela aluna do 10ºK Kayanne Dinay Alfredo













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