LAGOAS – NEVOGILDE ACABOU AOS 72 MINUTOS
No Domingo, 15 de dezembro, às 15 horas, jogou-se um derby local entre equipas vizinhas. Foi no sintético 2 do Complexo Desportivo Lousada, num jogo arbitrado por Luís Dias, da AF Porto. O homem do apito esteve no centro das atenções deste desafio, que contou para a Série 4, da 1ª Divisão distrital. Aos 72 minutos, quando o Nevogilde estava a ganhar por 1-0, o árbitro expulsou pela segunda vez um jogador do Lagoas e quase de seguida deu o jogo por concluído. Queixou-se à GNR de agressão. Muito se tem falado deste jogo e o nosso jornal entendeu ouvir a opinião dos dois lados, dando voz aos respetivos treinadores.
O treinador do Lagoas, António Batista: “Já tenho 30 e tal anos de treinador e estou cansado de tantas injustiças. Se houve alguém que mereceu ganhar foi o Lagoas. As duas expulsões dos meus jogadores são exageradas. Aquilo foi de encomenda. Isto é mau demais para ser verdade. Foi a mesma coisa em Carvalhosa, em Refojos, em Santo Tirso e em Sobreira. Foi uma vergonha. Sempre por causa da arbitragem? Nós temos 4 pontos, mas não condiz com a verdade.”
O experiente técnico, de 61 anos, diz sem meias palavras: “O árbitro acabou o jogo antes do tempo, alegou que o Pedro lhe deu uma cabeçada, quando é mentira, pois o meu jogador só o cumprimentou, talvez com um gesto mais forte, mas não foi agressão. O árbitro era um manequim que estava ali. Ele não passava de um pinheiro de Natal no meio do campo. Ele era comandado pelos auxiliares”.
“Estou a ponderar seriamente se vale a pena andar nisto. Há um jogo de interesse muito forte no futebol, já me mete nojo o futebol português”, lamenta o treinador de Freamunde, que já foi campeão pelo Figueiras na antiga prova AFALousada.
Pelo seu lado, Cláudio Brandão (técnico do Nevogilde) afirmou que “tenho que reconhecer que não foi um jogo muito bem conseguido pelo Nevogilde”, mas está “convencido que estávamos a dominar quando o jogo acabou, coisa que não tinha acontecido especialmente na primeira parte”. As substituições efetuadas “surtiram efeito e foi um dos jogadores que entrou que fez o golo, aliás um excelente golo, diga-se de passagem”.
Sublinhou que “nunca tinha vivido um derby tão intenso” e ficou “admirado com o ambiente e pressão psicológica que existe entre Nevogilde e Lagoas, e os meus jogadores tiveram dificuldade em libertar-se disso”. Foi um jogo “muito quezilento” e lamentou o final do jogo antes do tempo, não se querendo pronunciar sobre os motivos desse desenlace “pois estava longe”.
Sobre a luta pela subida de divisão “estamos nessa corrida e só dependemos de nós, pois estamos a 3 pontos do primeiro classificado e já demos mostras do nosso potencial, nomeadamente na jornada anterior a esta, contra o Carvalhosa, que também é um sério candidato”.















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