NOVO GRUPO DE BOMBOS EM LOUSADA
O nome pode ligar-se à guerra e aviões com bombas, sobretudo numa época em que tanto se fala de armamento e de guerras. Neste caso é bem diferente. Trata-se do mais recente grupo de bombos do concelho de Lousada. Os Bombardeiros nasceram em Caíde de Rei e estrearam no cortejo de Carnaval de Lousada, onde causaram bastante impacto. São pelo menos 15 os grupos de bombos de Lousada que regularmente se juntam, mas a estes há a somar mais uns quantos que não são tão regulares. O fenómeno está em crescendo e Os Bombardeiros são o mais recente ribombar do setor.
O grupo surgiu com a junção de velhos amigos, com a mesma paixão, por algo que consideram “uma arte”. Quase todos “outrora frequentamos o mesmo grupo de bombos e então alguns elementos, no ano passado, lançaram o desafio de se autonomizar”.
Participaram no desfile de bombos das Grandiosas, de Lousada, e da Romaria da Senhora Aparecida. “Depois destas festividades, tivemos convites para outras atuações, o que nos fez conversar e decidir então passar de um grupo de amigos que tocam por diversão, para um grupo de bombos propriamente dito”, revelou Tiago Nunes.
A oficialização do grupo levou também ao seu alargamento. Passou a ser mais estruturado e organizado, com um nome oficial. “O nome não foi escolhido por algum motivo em especial; na altura foram vários nomes sugeridos, e este foi selecionado de forma unânime”, disse aquele dirigente dos Bombardeiros.
Começaram a ensaiar de forma sistemática e organizada, na sua sede, em Caíde de Rei, juntando nada mais nada menos que cerca de trinta elementos. Não se limitam a tocar bombos, mas também a ensinar quem quer aprender. “A prova disso é que alguns dos elementos atuais começaram a tocar aqui , sem qualquer experiência anterior”, refere Tiago Nunes.
Além de diretor do grupo, este caidense é também o maestro: “quem coordena os ensaios sou eu, mas como somos um grupo que temos o privilégio de contar com elementos que têm uma vasta experiência, conseguimos ter então uma grande entreajuda, o que faz com que vários elementos consigam passar também os seus conhecimentos para os elementos mais recentes”.
Cada vez mais os grupos de bombos não se limitam a tocar. Também fazem coreografias e até algumas danças. Mas a essência do que é um grupo de bombos procura ser mantida nos Bombardeiros: “nós somos um grupo tradicional e o nosso foco é manter as tradições como elas são, ajudando assim a preservar este património imaterial tão característico da nossa região. Claro que vamos sempre fazendo algumas alterações, de maneira a termos uma identidade própria, mas nunca esquecendo a origem desta arte e também tendo assim a hipótese de transmitir às seguintes gerações o que já nos havia sido transmitido”.
Um grupo deste género tem como função animar uma festividade, não apenas romarias. “O nosso maior interesse está realmente nas romarias e festividades tradicionais, claro que poderão existir algumas exceções, mas o nosso foco passará por aí”, afirma Tiago.

ESTREIA PROMETEDORA NO CARNAVAL
Quanto às cores do uniforme, que é o amarelo torrado e o rosa forte, que são as cores da Vila, o dirigente caidense diz que “foi uma escolha fácil, como ainda não havia nenhum grupo que representasse a nossa Vila, que tem tanta tradição e cultura no que aos bombos diz respeito, achamos que seria a escolha mais acertada. Sabemos que é uma responsabilidade grande e esperamos estar a altura desse desafio, e que as gentes de Lousada gostem do nosso trabalho e se sintam bem representados”.
Não é fácil reunir regularmente tanta gente para ensaiar, mas os Bombadeiros estão apostados na dimensão alargada de 30 elementos. “temos homens de diversas freguesias tais como, Boim, Aveleda, Macieira, Silvares, Caide de Rei, Lodares, Pias, Meinedo, Nespereira, entre outras”, disse.
O grande objetivo para 2025 “é continuar a mostrar o nosso trabalho, temos já alguns convites em cima da mesa que estamos a analisar”.
O que está para já garantido é o sucesso que conseguiram na primeira atuação ofical com este nome, com esta formação e com o aparato que se viu no cortejo de Carnaval de Lousada: “Foi um privilégio começar a escrever esta história, na nossa Vila. Fez todo o sentido para nós. Pelos comentários que ouvimos e que temos recebido penso que foi muito positivo e que as pessoas em geral gostaram da nossa atuação. Aproveito também para agradecer ao município de Lousada e a Ladec por nos terem proporcionado esta oportunidade. E já que estamos em fase de agradecimentos aproveito para agradecer também ao jornal O Louzadense” por esta oportunidade de divulgar o nosso grupo”, concluiu Tiago Nunes.













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