Têm sido muitas as candidaturas às juntas de freguesia que se apresentam em todo o concelho e acredito que a procissão ainda vai no adro. Os “grandes partidos” ainda terão de apresentar vários candidatos, os “pequenos partidos” e o(s) independente(s) irão tentar intrometer-se na disputa dos grandes e tentar uma surpresa aqui ou ali.
Acredito que “estar-se” Presidente e/ou membro de um executivo de uma junta de freguesia é uma das tarefas mais nobres e honradas que qualquer cidadão poderá desempenhar. Acredito que o trabalho das Juntas de Freguesia tem uma importância cada vez maior na promoção de relações interpessoais saudáveis e geradoras de benefícios para toda a comunidade.
Mais do que gostar da própria terra, é preciso gostar de pessoas! As da terra, as de fora, as que visitam, as que aqui trabalham. Gostar de pessoas é algo que se pode cultivar, mas que será certamente mais fácil para aqueles que são verdadeiramente abnegados! Ser-se abnegado implica renunciar aos seus próprios interesses ou desejos em favor dos outros ou de uma causa. Ser-se abnegado implica gostar verdadeiramente do próximo e ter um sentimento de missão e de serviço à sociedade.
Estarão todos os candidatos que até agora se apresentaram com um espírito de verdadeira abnegação? Essa será uma análise que cabe aos fregueses realizar, sendo que, mais do que nunca, será necessário analisar a predisposição de quem escolhemos para nos representar e servir.
Sim, servir! Porque “estar-se” numa Junta de Freguesia é estar ao serviço da comunidade e das instituições. Deveremos entender que, quando cumprem para connosco o seu dever, não temos que achar que devemos ficar agradecidos, pois apenas foi realizado, sempre que dentro da lei, aquilo que é da competência própria.
Diria até que “estar-se” verdadeiramente ao serviço do próximo através de um executivo de Junta de Freguesia é procurar as pessoas para com elas trabalhar e não ter que esperar que as pessoas os procurem. Idealmente, seria satisfazer as necessidades das pessoas e instituições, antes de as mesmas sentirem a necessidade de satisfação dessa necessidade.
Ouvi há dias que para se gerir o espaço, é necessário conhecer esse mesmo espaço! Para se estar verdadeiramente ao dispor é preciso estudar a comunidade, é construir respostas personalizadas, é não enganar com promessas de difícil concretização, é ser claro e não ludibriar com constituições de listas fictícias nos cartazes, que não correspondem ao que depois é realmente executado.













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