por | 19 Jun, 2025 | Editorial, Editorial

Editorial 147 | Abnegação

Têm sido muitas as candidaturas às juntas de freguesia que se apresentam em todo o concelho e acredito que a procissão ainda vai no adro. Os “grandes partidos” ainda terão de apresentar vários candidatos, os “pequenos partidos” e o(s) independente(s) irão tentar intrometer-se na disputa dos grandes e tentar uma surpresa aqui ou ali. 

Acredito que “estar-se” Presidente e/ou membro de um executivo de uma junta de freguesia é uma das tarefas mais nobres e honradas que qualquer cidadão poderá desempenhar. Acredito que o trabalho das Juntas de Freguesia tem uma importância cada vez maior  na promoção de relações interpessoais saudáveis e geradoras de benefícios para toda a comunidade.

Mais do que gostar da própria terra, é preciso gostar de pessoas! As da terra, as de fora, as que visitam, as que aqui trabalham. Gostar de pessoas é algo que se pode cultivar, mas que será certamente mais fácil para aqueles que são verdadeiramente abnegados! Ser-se abnegado implica renunciar aos seus próprios interesses ou desejos em favor dos outros ou de uma causa. Ser-se abnegado implica gostar verdadeiramente do próximo e ter um sentimento de missão e de serviço à sociedade.

Estarão todos os candidatos que até agora se apresentaram com um espírito de verdadeira abnegação? Essa será uma análise que cabe aos fregueses realizar, sendo que, mais do que nunca, será necessário analisar a predisposição de quem escolhemos para nos representar e servir.

Sim, servir! Porque “estar-se” numa Junta de Freguesia é estar ao serviço da comunidade e das instituições. Deveremos entender que, quando cumprem para connosco o seu dever, não temos que achar que devemos ficar agradecidos, pois apenas foi realizado, sempre que dentro da lei, aquilo que é da competência própria.

Diria até que “estar-se” verdadeiramente ao serviço do próximo através de um executivo de Junta de Freguesia é procurar as pessoas para com elas trabalhar e não ter que esperar que as pessoas os procurem. Idealmente, seria satisfazer as necessidades das pessoas e instituições, antes de as mesmas sentirem a necessidade de satisfação dessa necessidade.

Ouvi há dias que para se gerir o espaço, é necessário conhecer esse mesmo espaço! Para se estar verdadeiramente ao dispor é preciso estudar a comunidade, é construir respostas personalizadas, é não enganar com promessas de difícil concretização, é ser claro e não ludibriar com constituições de listas fictícias nos cartazes, que não correspondem ao que depois é realmente executado.

Comentários

Submeter Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Artigos recentes

𝐂𝐨𝐧𝐯𝐨𝐜𝐚𝐭ó𝐫𝐢𝐚 𝐀𝐬𝐬𝐞𝐦𝐛𝐥𝐞𝐢𝐚 𝐆𝐞𝐫𝐚𝐥 𝐀𝐬𝐬𝐞𝐦𝐛𝐥𝐞𝐢𝐚 𝐑𝐞𝐜𝐫𝐞𝐚𝐭𝐢𝐯𝐚 𝐞 𝐃𝐞𝐬𝐩𝐨𝐫𝐭𝐢𝐯𝐚 𝐋𝐨𝐮𝐬𝐚𝐝𝐞𝐧𝐬𝐞 Nos termos dos...

Há frases que nos atravessam sem pedir licença. Não sabemos bem porquê, mas ficam connosco,...

Dia Mundial dos Cuidados Paliativos - 10 de outubro Aos olhos de uma criança, viver pode ser tão...

Quando começa o outono, imaginamos desde logo as folhas das árvores a mudar de cor. Os caminhos...

Concurso da Rota do Românico: “O Românico e a Fundação da Nacionalidade”

Num momento em que se preparam, a nível nacional, as comemorações dos 900 anos da Fundação de...

Nespereira: Recolha solidária de livros

A Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica de Nespereira, em colaboração com...

Norte cria mais 37 mil empregos e reduz desemprego

O desemprego baixou para 5,7%, revela Norte Conjuntura Nova edição do boletim da CCDR NORTE, que...

Operação “Hermes”: Lousada na rota da megafraude transnacional de 150 milhões de euros

O concelho de Lousada foi um dos focos de uma das maiores investigações criminais de fraude fiscal...

Goldenergy abriu loja em Lousada

A Goldenergy inaugurou oficialmente a sua nova loja em Lousada, situada na esquina da Rua de Santo...

Uma casa em construção (?)

-- Bruno Santos, presidente da Federação Portuguesa de Hóquei * O Hóquei português tem História...

Siga-nos nas redes sociais