A triste realidade que nos afeta, de forma mais ou menos intensa, todos os verões, volta a fazer parte do nosso dia-a-dia este ano. São milhares e milhares de hectares ardidos, são centenas e centenas os operacionais no terreno, são dezenas e dezenas de milhões de euros de prejuízos, são poucas as esperanças que nos próximos anos tudo não se repita novamente. Os dados são sempre assustadores: 24% dos fogos este ano são provocados por “mão criminosa” e 30% são provocados por queimadas realizadas por populares.
A situação requer, uma vez por todas, um amplo debate e de uma musculada ação!
Seria muito útil realizar a proposta dos Gatos Fedorentos, realizada há uns anos num sketch desse grupo, que proponha trocar a época dos incêndios com a das inundações. A sátira era fácil de perceber: não precisaríamos de preocupar mais com a prevenção e a preparação, resolvendo-se simplesmente com a ajuda das chuvas e do calor.
Era realmente simples, mas simples também parece ser a possibilidade de se prevenir e de se preparar o país para as épocas de maior calor e menos humidade.
No entanto, ano após ano a situação continua! Ano após ano, sentimos o ar tenso, ouvimos as sirenes, vivemos no medo de o fogo nos bater à porta.
De quem é a responsabilidade: Do governo? Das autarquias? Das pessoas?
Diria que é de todos! Compete, acima de tudo, não lembrar apenas de Santa Bárbara quando troveja.
Muito em breve, as chamas serão outras. A política autárquica começa a ferver e com ela virá certamente um intenso ardor. Uma intensa luta por ver quem apresenta as medidas mais interessantes. Interessante seria exigir dos nossos candidatos um plano para Lousada e para a região onde estamos inseridos.
E o que têm os nossos concidadãos, pretendentes a ser representantes autárquicos, a dizer e propor sobre o assunto?
Deixo o desafio: Proponham-se a cuidar de Lousada também desta forma. Ajudando a diminuir consideravelmente o número de ignições e incêndios, propondo um plano de ação de preservação da nossa floresta e da nossa serra, de valorização dos nossos bombeiros e proteção civil, que inclua a preparação da ação dos populares para que a mesma não se torne prejudicial e, que acima de tudo, proteger o bem comum.
Vamos a isso e foquemos na necessidade de fazer e poder ser mais, muito mais!













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