Por Altino Magalhães
JOGO DAS PEDRINHAS
Este jogo muito tradicional e antigo era praticado quase exclusivamente por raparigas, utilizando cinco pequenas pedrinhas arredondadas da forma que vamos tentar explicar (às vezes também se jogava com sete o que já eram muitas para mãos pequenas!…).
Sentadas no chão, numa escada ou soleira da porta, em círculo, as jogadoras escolhem a primeira a jogar e as pedras são lançadas ao chão de forma a ficarem o mais juntas possível.
A jogadora agarra numa pedrinha sem tocar nas outras, e lançando-a ao ar apanha-a sem a deixar cair. Entretanto, e enquanto a pedra sobe e desce, teve que tirar do conjunto que está no chão, uma pedra sem tocar nas outras, e apanhar, com a mesma mão, a que está a descer, sem a deixar bater no chão.
Junta novamente as cinco pedrinhas e lança-as de novo ao chão.
Repete a operação anterior, só que, quando lança a pedra ao ar, em vez de apanhar uma terá de apanhar duas.
Igual operação se segue, mas agora apanha três… Nova operação e apanha quatro com a mesma mão, e, com a que está em queda fica com “cinco pedras na mão”!…e caso consiga desenvolver estas ações com êxito passa à fase seguinte do jogo que é pegar nas cinco pedras, lançá-las ao ar e tentar apanhá-las todas juntinhas, nas costas da mão.
Se durante as operações falhar dá a vez a outro jogador, mas quando voltar a jogar, recomeça na situação que tinha falhado.
Ganhará quem conseguir ficar com o maior número de pedras nas costas da mão.
JOGO DA TRAÇÃO COM CORDA EM LINHA
Num campo plano e livre de obstáculos, duas equipas com o mesmo número de jogadores cada uma e com forças equivalentes, estabelecem o tempo do jogo, e vão tentar puxar os adversários.
Ata-se um lenço a meio do tamanho da corda, e desenha-se um risco no chão mais ou menos a meio do campo.
Os jogadores de ambas as equipas colocam-se nas extremidades da corda agarrados a ela, não podendo enrolar a corda no corpo nem fazer buracos no chão para fincar os pés.
Quando o lenço estiver na direção do traço desenhado no solo, inicia-se o jogo e cada equipa puxa a corda para seu lado, ganhando aquela que conseguir arrastar a outra equipa, até o primeiro jogador ultrapassar para o seu lado, a marca no chão. Também sai derrotada a equipa cujos elementos caiam ou larguem a corda.
JOGO DO BOTÃO
Atrás de uma linha traçada no chão e perto duma parede ou muro, os jogadores, um por cada vez, atiram um botão contra a parede.
Ao ressaltar, se o botão ficar em cima do outro é considerada “uma beijoca” e o dono do botão que acertou naquele, exige o pagamento de 3 botões ao “atropelado”.
Se não ficar em cima do anterior botão, vai-se medir a distância, a palmo, a que ficou um do outro. Se for um “fusco” (distância da ponta do polegar à ponta do indicador) o segundo jogador tem direito a 2 botões do primeiro jogador. Se ficar até um palmo tem direito a um botão. Se a distância for maior que o palmo não tem direito a nenhum botão.
Por vezes os perdedores, tiravam os botões das camisas e das calças, não obstante o grande bofetão da Mãe, quando chegavam a casa!…
JOGO DA APANHADA
Num campo amplo, definem-se dois ou três locais, para onde os jogadores correm, para não poderem ser apanhados.
Um jogador é apanhado quando o jogador que fica a apanhar, toca com a mão, em qualquer parte do corpo do que foge. Escolhe-se à sorte o que vai apanhar e todos os outros evitam ser apanhados, correndo pelo campo e refugiando-se, assim que possam, nos locais onde não podem ser apanhados.
O jogo inicia-se após a contagem até 12, feita em voz alta pelo apanhador, de preferência de olhos fechados ou virado para uma parede.
O vencedor será o que for apanhado em último lugar. O primeiro jogador a ser apanhado será o apanhador, no jogo seguinte.












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