Nasceu em 1973, em França, altura em que os pais estavam emigrados, onde permaneceu até aos 15 anos. Alberto Joaquim Santos da Cunha é empresário da construção civil, define-se como uma pessoa bairrista e sonha mudar a freguesia que o viu crescer quando regressou a Portugal.
Apesar de ter nascido na França, é em Lousada que mantém as suas raízes e o seu coração. Com 15 anos, regressou a Portugal, com os pais, à freguesia de Macieira, onde, apesar das mudanças, vive atualmente. Casou em Lousada, mas, devido à falta de oportunidades profissionais em Portugal, teve a necessidade de emigrar para a Bélgica, em 2005.
Depois de dois anos a trabalhar por conta de outrem, decidiu abrir a sua própria empresa, em 2007, que mantém até hoje. “Temos sempre a empresa a trabalhar lá e aqui em Portugal. Aqui, começamos a construir e a vender, a fazer promoção imobiliária. Temos loteamentos em Caíde, Nevogilde e estamos a construir em Macieira. Também trabalhamos para particulares”, explica Joaquim Cunha.
Estudou na França, apenas o ensino obrigatório, e acabou por não estudar no ensino português. “Tive cerca de um ano sem trabalhar e sem estudar e depois comecei a trabalhar como chapeiro, numa oficina de carros, mas não era o que eu gostava. Então, dediquei-me à construção”, relata.
A abertura das suas próprias empresas é um sonho tornado realidade: “sempre fui uma pessoa que tenta ver mais longe e abri a minha primeira firma, só lá fora, mas com mão de obra portuguesa. Com a sorte que a vida me deu, comprei terrenos e faço promoção imobiliária”.
A vida de emigrante
Sorte que se conseguiu com trabalho, explica o empresário: “trabalhou-se muito, porque é difícil andar por esse mundo e deixar cá os filhos. Emigrei sem a minha família, já tinha um filho com três anos quando emigrei. Custou-me, mas em Portugal a vida estava muito difícil. Para dar um bom viver aos meus, fui obrigado a emigrar. Para além de lutar, também é preciso ter sorte”.
Deixar o filho em Portugal foi difícil, “mas para lhe dar um bom vier e dar aquilo que sempre gostei de lhe dar teve de ser lá fora. Aqui não dava para ter aquilo que sempre sonhei, poder crescer e construir aquilo que construi à data de hoje. Com muito sacrifício, tive de optar por sair do país. Agora regressei com outra visão da vida e com outras posses para fazer o que sempre quis”, exprime.
“São sacrifícios e opções de vida diferentes daqueles que temos aqui. Mas para mim o meu país está acima de tudo.”
“Mesmo lá fora tem de se apertar o cinto para se conseguir fazer uma vida melhor no nosso país, porque estar lá fora anos e anos e não o poupar é igual, porque a vida lá também é mais cara. São sacrifícios e opções de vida diferentes daqueles que temos aqui. Mas para mim o meu país está acima de tudo”, revela.
O sonho de mudar a freguesia
Para além do lado empreendedor, Joaquim tem em si uma vontade de ajudar os outros. “Como agradeço muito a vida que me deu e o decorrer da minha vida profissional, tento ajudar da forma que posso e contribuir para o bem estar das pessoas. Em Macieira, onde ajudo mais, porque é a minha terra, colaboro com o futebol, o grupo de bombos e com os escuteiros. Tento ajudar as coletividades da freguesia e as pessoas que mais necessitam, como fizemos ao arranjar uma scooter elétrica para Claudino Vieira, que não tem pernas”, afirma.
“Em Macieira, onde ajudo mais, colaboro com o futebol, o grupo de bombos e com os escuteiros, e tento ajudar as pessoas que mais necessitam.”
Assim, o empresário reuniu um grupo de pessoas para oferecer a Claudino Vieira uma melhor qualidade de vida e restituir a mobilidade que um acidente lhe tirou. Esse grupo angariou o dinheiro necessário e presentearam Claudino com uma scooter elétrica.

“Tento ajudar essas pessoas e a freguesia dentro das minhas possibilidades. Nunca estive ligado a nenhuma associação, mas apoio todas as que procuram a minha ajuda. Tento ajudar todas as associações de Macieira e, mesmo fora da freguesia, gosto de ajudar, por exemplo, o futsal da Ordem”, afirma.
Como bairrista que se define, gosta de agradecer “a sorte que tive”, embora não goste de se “mostrar” ou “gabar” junto da restante comunidade. “Sempre fui de famílias humildes, sempre fui o mesmo. Quem me conhece sabe que como empregado ou patrão sempre fui a mesma pessoa. Os amigos são os mesmos e frequento os mesmos cafés. Já que tenho essa possibilidade, ter bondade não custa nada, faço-o com muito gosto”, assegura.
Para ter outras oportunidades de ajudar os outros, Joaquim gostava de ganhar as próximas eleições autárquicas como Presidente da Junta de Freguesia de Macieira e explica o que o motiva: “para dar outro apoio às pessoas. Quer ganhe, quer perca, continuarei a ajudar, mas se estiver na liderança da Junta de Freguesia terei outros meios, apoios e outras possibilidades para ajudar a desenvolver a Freguesia de Macieira”.
“Há pessoas que ainda não têm condições mínimas para viver. Quero apoiar essas pessoas como apoiamos o Claudino, que apoiamos com fundos próprios, mas sei que há apoios para isso. Infelizmente, agora só pensam em estradas. É bonito ter boas estradas, mas não é só isso que importa. No tempo que estamos temos de pensar nas pessoas de idade e nos jovens que podem estar perdidos”, lamenta.
Numa primeira experiência ligada à política, o empresário confessa: “como tenho apoiado bastante as associações e os cidadãos, as pessoas têm-me pedido há bastante tempo para me candidatar a Presidente de Junta, mas como não estava diariamente em Portugal eu achei que era falta de respeito pelos macieirenses. Para ajudar a minha freguesia tenho de estar cá diariamente. E agora estou sempre aqui em Macieira, tenho disponibilidade. A minha ideia é ser Presidente de Junta para apoiar as pessoas que estão a ficar abandonadas”.
“Gostava que houvesse mais apoios, que se pudesse fazer um lar para idosos. Há possibilidades, é preciso é trabalho. Há apoios sociais que só a Junta de Freguesia pode conseguir. Queremos fazer um banco de apoio de vestuário, remodelar casas de pessoas mais necessitadas e que não têm as condições mínimas de habitabilidade. Estarei sempre disponível para ajudar, serei um Presidente de Junta próximo da população”, garante.
“Andamos a esquecer as pessoas mais velhas e foram eles que lutaram para chegarmos até aqui.”
No futuro, pretende continuar a levar os seus negócios o mais longe possível e ajudar todos os cidadãos. “Quero continuar no mesmo passo que estou a seguir. Andamos a esquecer as pessoas mais velhas e foram eles que lutaram para chegarmos até aqui. Temos de pensar nelas e dar o exemplo aos mais novos. Tenho uma equipa de pessoas jovens, porque se conseguirmos atingir o coração deles, os jovens também gostam de apoiar e ajudar”.
“Em Macieira, queremos dar o exemplo a outras freguesias para apostarem na causa social, nos idosos e menos nas estradas. Temos de pensar mais nos que precisam de nós. Não vou com interesse de ganhar dinheiro, porque para isso trabalho. A equipa que me vai acompanhar para a Junta de Freguesia vai abdicar do ordenado da Junta. Vamos para a Junta para servir, por amor a Macieira. Quero fazer o que sempre fiz, com gosto”, termina.












Tudo é um mundo de negócio…
Nunca votei botos na pulitica porquê tudos prometem prometem e nada faze…
Mas senhor joaquim cunha sim sempre acreditei nele e confiei foi uns dos trabalhadores da empresa do senhor joaquim cunha e sempre foi um homem humilde venho por este meio cumonicar que tem tuda a minha ajuda para ele ganhar as eleições e poder ajudar as pessoas mais necessitadas e os meus velhos que as vezes dentro de 4 paredes se esconde muita coisa. Abraço senhor joaquim santos força..