Na mais recente Nota de Imprensa do PSD Lousada, o partido “manifesta a sua profunda preocupação e espírito crítico perante a Prestação de Contas do Município relativa ao exercício de 2025. Após as intervenções detalhadas do Vereador Fausto Oliveira e do Deputado Municipal Renato Gomes nos órgãos autárquicos, o PSD conclui que o triunfalismo financeiro do executivo esconde uma incapacidade estratégica de transformar recursos em qualidade de vida para os lousadenses”. Passamos a transcrever na íntegra o comunicado social-democrata:
Investimento aquém das promessas e dependência financeira
A análise técnica revela que a despesa de capital ficou-se pelos 67,8%, o que demonstra uma falha grave na concretização das obras e projetos anunciados. O PSD sublinha que orçamentar investimento que não sai do papel cria falsas expectativas na população. Além disso, o Município apresenta uma dependência crescente de receitas correntes (impostos e transferências), falhando na captação de fundos comunitários, enquanto o endividamento de médio e longo prazo subiu para os 11 milhões de euros.
Justiça Territorial: Um concelho a várias velocidades?
O PSD questiona a equidade na distribuição do investimento. Para os social-democratas, a gestão municipal não tem sido capaz de demonstrar critérios de justiça territorial, ignorando muitas vezes as recomendações dos Presidentes de Junta e falhando na concertação de uma visão estratégica que combata as desigualdades entre freguesias.
Falta de Transparência e Reservas Financeiras
Um dos pontos mais críticos prende-se com a fiabilidade da informação apresentada. O PSD alerta para o facto de o Revisor Oficial de Contas ter emitido uma opinião com reservas, o que levanta sérias dúvidas sobre o rigor da contabilidade municipal. Foi ainda denunciada a “falácia” do saldo de gerência, que seria negativo caso todos os compromissos assumidos fossem efetivamente pagos, e o peso excessivo da rubrica “Outros”, que opaca a transparência da gestão.
Excesso de impostos e falta de ambição política
Com uma execução de receitas correntes acima dos 100%, o PSD Lousada defende que existe margem para um alívio fiscal imediato. “Não importa ter um lucro de 5,78 milhões de euros se a população continua a enfrentar os mesmos problemas todos os dias”, afirmou Renato Gomes, reforçando a tese de que a gestão atual é “prudente no papel, mas pouco transformadora no território”.
Em suma, o PSD Lousada reafirma o seu compromisso de oposição responsável, exigindo que a governação municipal vá além da “gestão de mercearia” e apresente resultados concretos na captação de empresas, criação de emprego qualificado e desenvolvimento social.













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