por | 17 Mai, 2019 | Cultura, Freguesias

“As Amigas da Terra” marcam a diferença

Estamos habituados a ver em vários eventos, particularmente nas festas populares, braços viris batendo em grandes bombos. Grandes grupos que, saudavelmente, rivalizam entre si para estabelecer recordes nos decibéis . No meio da euforia e muita alegria, encontramos, por vezes, alguns braços femininos. Raramente grupos somente de mulheres.

As “Amigas da Terra” são um grupo que marca a diferença, apresentando-se no feminino. Tudo começou em 2018, quando a Comissão de Festas da Sra. do Amparo, em Covas, decidiu juntar algumas mulheres da Terra para tocar no leilão da festa desse ano. O bichinho ficou.

Atualmente, fazem parte da Associação Cultural e Recreativa de Covas, como explica a líder do grupo, Lola Ferreira: “Para ser criado, o grupo “Amigas da Terra” tinha de estar ligado a uma associação sem fins lucrativos, e ter uma sede própria, daí a nossa relação com a ACR”.

Único grupo de bombos constituído exclusivamente por mulheres

É um grupo com 20 mulheres, entre os 5 e os 55 anos, unidas pela vontade de se divertirem e pelas raízes que têm em Covas, o que lhes deu nome, “Amigas da Terra”. Num grupo de mulheres, não podia deixar de estar presente um toque feminino: “A nossa indumentária é própria para cada circunstância”, explica, mostrando que não descoram a aparência.

Lola Ferreira orgulha-se da proeza: ser o único grupo de bombos constituído somente por mulheres. “Há outros que têm muitas mulheres, mas também têm homens. Consideramos uma mais-valia porque, como somos só mulheres, as pessoas consideram isso uma diferença e apreciam”, explica.

Batismo foi no dia 1 de maio

O Batismo, que se realizou no dia 1 de maio, data do primeiro aniversário do grupo, foi o momento alto da existência das “Amigas da Terra”. Lola Ferreira reconhece que foi o coroar e o “reconhecimento do que tem sido feito neste ano”. “Mas todos os momentos foram importantes, porque nos fizeram chegar até aqui”, afirma.

As “Amigas da Terra” têm recebido muitos elogios e os convites para atuar são a prova desse trabalho positivo que têm desenvolvido: “O ano passado tivemos cerca de 20 atuações e, neste momento, até julho, já temos 12 atuações marcadas”, revela. A única dificuldade é a falta de transporte para se deslocarem quando os locais de atuação são distantes.

Para já, têm na mira a aquisição de um acordeão, para realizarem “atuações mais diversificadas”.

Da parte da população têm tido o merecido apoio: “A população tem-nos apoiado bastante e animado a continuarmos. Inclusivamente, algumas pessoas acompanham o grupo nas nossas deslocações”.

Lola Ferreira agradece a todas as pessoas e entidades que têm acreditado no seu trabalho. “Que continuem a acreditar, para levarmos a nossa terra e alegria ao maior número de lugares que pudermos”, Entre os apoios recebidos, destacam o CCR Covas, a Câmara de Lousada e alguns empresários da freguesia de Covas. Dirige também uma palavra de agradecimento aos padrinhos, o grupo de bombos “Os amigos de Caíde de Rei”.

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