por | 11 Jun, 2019 | Grandes Louzadenses, Sociedade

“Estão a utilizar os Bombeiros para colher louros políticos”, Antero Correia sobre a situação do novo quartel

Num momento importante na vida dos Bombeiros Voluntários de Lousada (BVL), com a tomada de posse de José Carlos Aires, o novo comandante, quisemos conhecer melhor o atual momento da Associação. Antero Correia explicou-nos todo o processo que conduziu à tomada de posse de José Carlos Aires, revelou as atuais preocupações da direção da Associação dos BVL e os projetos futuros.

Como surgiu a oportunidade de desempenhar as funções de presidente?

Fui tesoureiro numa anterior direção. Nunca tive a intenção de ser presidente, mas acabei por ser presidente devido àquele momento conturbado que houve aqui, pois não me revi na posição do presidente de então, nem na dos bombeiros. Acabei por sair. Depois, não havia direção e vieram ter comigo para eu assumir. Com um bocado de sacrifício, aceitei essa função.

Qual era os principais problemas da corporação nessa altura?

Os principais problemas eram o desentendimento entre o corpo ativo e o comandante Miguel Pacheco. Um conflito aberto entre comando e corpo ativo, que deixou marcas profundas nos Bombeiros. Foi preciso algum bom senso e tomar as medidas certas. Foi isso que tentei fazer, e acabei por conseguir. Felizmente, não deixou de ser um momento menos bom, mas também não deixou marcas profundas na Associação.
Esse foi o maior problema que tive de resolver. Não foi fácil, mas, com paciência, boa vontade e um bocado de sorte, que foi ter conseguido arranjar um bom comandante para substituir o comandante Pacheco, o Albano Teixeira, conseguiu-se ultrapassar aquilo que, à imagem do que aconteceu noutras corporações, poderia ter sido muito mau. Esse era o único problema, pois a nível financeiro a Associação estava bem, estava melhor do que está hoje. Nos últimos dois anos, tivemos alguma quebra de rendimento.
Entretanto, o Albano Teixeira deixou o comando dos BVL em 2017 para ser 2.º Comandante Operacional Distrital do Porto. Sentiu-se enganado pelo comandante Albano Teixeira devido à sua súbita saída?
Não fiquei satisfeito com a saída do comandante, nem com a abordagem que ele teve em relação aos Bombeiros Voluntários de Lousada. Se me senti enganado? De certa forma, não posso dizer que fui enganado. Ele teve o bom senso de vir ter comigo e me confrontar com a situação. Quando ele me disse que tinha de decidir num espaço de horas se aceitava ou não o cargo no CODIS, deu-me menos tempo ainda do que o que lhe deram a ele. Não posso dizer que fui enganado. Também não lhe podia cortar as pernas, pois ia para um cargo maior. Penso que não fiz mal. Fiquei desiludido, triste, por ter perdido o comandante, na altura em que estávamos a elaborar um grande projeto para os Bombeiros Voluntários de Lousada, nomeadamente o processo de formação, que parou com a sua saída. A posteriori, senti uma deceção muito grande. Não medimos no momento, mas as consequências aparecem mais tarde, e isso foi muito mau.

Este novo comandante, José Carlos Aires, foi a sua primeira opção?

Foi a única opção. Nós ponderamos seriamente entregar o comando a bombeiros de Lousada e fazíamos gosto que isso acontecesse. Dei o benefício da dúvida ao pessoal da casa. Tivemos o primeiro adjunto, o Roberto, mas notava-se que tinha algumas limitações. Ainda tentou formar uma equipa, mas a direção achou que não estavam reunidas as condições para funcionar. Para termos problemas a seguir, não valia a pena. E, após esta tentativa, tive de ir buscar um comandante de fora. Eu tinha um perfil perfeitamente definido: tinha de ser uma pessoa que soubesse movimentar-se bem nos bombeiros, pois teria de ser aceite, e ser uma pessoa que fizesse esquecer o comandante Albano. Eu sabia o que queria, faltava só encontrá-lo. Falei com muita gente, mas o José Carlos Aires estava esquecido, pois estava fora dos bombeiros. Não foi fácil descobri-lo. Até que um amigo me deu o contacto dele. Eu liguei-lhe e falei só uma vez com ele. No primeiro frente a frente, eu senti logo que estava ali o meu comandante. Não nos conhecíamos de lado nenhum, mas senti que ele era a pessoas certa. Até lhe perguntei se já o podia tratar por comandante. Pela forma como ele me respondeu, vi que tinha aqui a pessoa certa para o lugar certo.

Comandante à primeira vista?

É quase aquele tipo de situações de amor à primeira vista. Sentimos que a pessoa tem aquilo que nós procuramos e vem daí a paixão.
Ao contrário de Albano Teixeira, este novo comandante não é profissional.

Isso poderá prejudicar os objetivos da corporação?

Não é um comandante em part-time, é o comandante dos Bombeiros de Lousada, só não é profissional. Pelo simples facto de eu ter contactado, na altura, um comandante profissional, não quer dizer que o novo tenha de o ser. Veio um profissional porque, de outra forma, não o poderia ter. Para ser um bom comandante, não precisa de ser profissional e, na maioria das corporações, os comandantes são todos voluntários, poucos são profissionais, e funcionam bem.

Qual será o principal desafio de José Carlos Aires?

Lousada tem uma dificuldade e quero que ela seja colmatada: precisa de ter um corpo de comando a funcionar, que está por preencher. Há aqui uma lacuna. Expliquei a situação ao comandante e nós vamos resolver isso. Quero formar o quadro de comando, mas com bombeiros de cá. Um dia, o José Carlos Aires vai sair e as coisas vão ficar preparadas para alguém de Lousada assumir o comando.

Então será um comandante a prazo?

Não, pelo menos este comandante terá duas comissões de serviço para fazer, que são dez anos. Eu queria que ele estivesse esses dez anos. Ele está aqui desde março e já fez muita coisa. Ele faz, e é isto que eu quero. Já está a trabalhar, há muita coisa já feita por ele.

O facto de ser de longe e exercer atividade profissional não irá prejudicar esse desafio?

Não, pelo contrário. Estou convencido que, da forma como ele está a trabalhar e está empenhado, vai conseguir fazer um bom trabalho em Lousada. Sou suspeito, pois fui eu que o escolhi, mas o que eu quero é que isto funcione. Ele está a fazer um magnífico trabalho e de certeza que vai deixar um rasto perfeito para que os Bombeiros Voluntários possam crescer. É uma pessoa com muita humildade, fora de série e um trabalhador incansável.

Qual a razão de tantos anos sem ter um comandante lousadense?

O comandante Rui Mota nunca quis assumir-se como comandante, acabando a carreira como segundo comandante e, por isso, não tinha preenchido a cadeia de comandantes. Quando ele saiu, foram buscar dois adjuntos para assumir o comando. E passou-se para o regime de substituição por adjuntos, uma situação que se manteve durante vários anos. Depois, tivemos a chegada do comandante Pacheco e do Albano, que nomeou dois adjuntos. Eles fizeram os cursos e estavam a começar a trabalhar, mas um adjunto de bombeiros não se faz em meio ano, nem com cursos. Temos de analisar a capacidade de comandamento das pessoas. O comandante não é um mandante, tem de ser um comandante que tenha a capacidade de mobilizar os voluntários, sem ele ter de se impor para que lhe obedecem.

Mas não tinham formação e capacidade para o assumir?

Não estão em causa as formações. Você vai às formações, adquire conhecimentos teóricos, mas depois, na prática, é possível fazer e saber muito mais. Eu acho que um comandante com 30 anos pode ser um bom comandante se for uma pessoa que venha de bombeiro quase desde as escolinhas, porque um comandante muito novo vai ter uma dificuldade muito grande em ser um bom comandante, pois é preciso ter experiência.
Na tomada de posse, o comandante elencou algumas carências a Pedro Machado, presidente da CM de Lousada, nomeadamente no que diz respeito ao parque automóvel e à falta de equipamentos de proteção individual.

Qual a sua opinião sobre essa situação?

Ele alertou o presidente da Câmara de que a Associação vai ter alguns custos acrescidos, financeiros, pois temos de fazer alguns investimentos. Ele chegou, analisou e alertou sobretudo para a parte dos equipamentos de proteção individuais e viaturas. As viaturas não estão más, muito pelo contrário, estão boas. Era necessário se calhar mais uma ou duas viaturas de combate a incêndios florestais, dado que a nossa zona florestal é demasiado grande. Sobre os equipamentos de proteção individual, essa necessidade é preocupante, pois já existem equipamentos mais sofisticados, com melhor proteção para os bombeiros e são esses nos quais queremos investir.
O facto de o comandante ter abordado a situação na cerimónia pública não quer dizer que não o tenha abordado comigo e nós não tenhamos abordado já o presidente da Câmara.

Mas o presidente da Câmara, na tomada de posse, disse que os Bombeiros Voluntários estavam bem equipados…

Eu concordo com o presidente e com o José Carlos Aires. Isto é, nós temos os meios suficientes para Lousada atualmente, mas queremos mais. O comandante está a chegar e era mais fácil termos aqui três ou quatro equipas prontas a sair. Isto não quer dizer que tendo duas equipas a sair o concelho esteja inseguro. Está seguro com as duas, porque até agora não tivemos problemas. No ano passado, não tivemos ajudas de fora e fizemos todo o nosso trabalho cá dentro. Se tivermos mais meios, podemos ajudar fora e essa também é uma das nossas ambições.

Segundo a nova lei, a autarquia poderá afetar parte do seu orçamento aos Bombeiros Voluntários, não se restringindo ao subsídio à Associação.

Perante este facto, a Câmara poderá suprir estas necessidades da corporação?

Nós temos de alertar a autarquia para as situações. Esta foi a primeira abordagem. A segunda situação será quantificar em termos monetários aquilo de que necessitamos para as colmatar, para depois a seguir esperar que a autarquia inclua isso no orçamento. Não vou chegar a março e, de uma hora para a outra, dizer que preciso de 20 a trinta mil euros. A relação tem sido muito boa com a autarquia feita nestes moldes. Faço o levantamento das necessidades e vou quantificá-las, apresentando-as depois à autarquia. Espero que, com esta nova lei, seja mais fácil nós colmatarmos determinadas situações. Temos de ver a abertura que a autarquia tem para vermos até onde podemos chegar.

Uma das necessidades é a construção de um novo Quartel para os BVL. Afinal, qual é a melhor opção: este local ou a aquisição de um terreno para o efeito?

A minha posição é arranjar umas boas instalações. Eu, enquanto presidente, pretendo boas instalações para os Bombeiros. Aquilo que tento fazer é ponderar duas situações: a alavancagem de dinheiro e os projetos. Já tentei por duas vezes comprar um terreno. Os terrenos são logo inflacionados quando se sabe que é para os bombeiros. O primeiro negócio foi este terreno, mas, pelo direito de opção, saiu defraudado. O segundo terreno foi demasiado inflacionado. A Associação não tinha capacidade financeira para o adquirir, custava 850 mil euros. Na terceira tentativa, o proprietário simplesmente disse-me que não vende. Os Bombeiros não se importariam muito de trocar de lugar. Uma das possibilidades, atendendo à incapacidade que a Associação possa ter na aquisição do terreno, é aproveitar o terreno onde nós estamos.

Mas a sua primeira opção é a construção do quartel fora deste local?

Se houver essa possibilidade, sim. Mas onde? Tem de ter condições. Não podemos atirar os bombeiros para a periferia da Vila e depois eles dizerem que para ali não vão. Ou temos condições, de maneira a que os bombeiros continuem a sentirem-se perfeitamente integrados no espaço urbano, ou então ponderarmos duas vezes aquilo que vamos fazer. E o que eu disse é que faço uma obra neste terreno para muitos anos com todas as condições. Há projeto para isso. Também há uma coisa que não me está a apressar muito, o 2030 também ainda não está completamente definido.

Mas no passado perderam-se candidaturas. Entre 2015 e o final do ano de 2016, existiram pelo menos três avisos para a submissão de candidaturas para o efeito.

Perdeu-se uma candidatura, foi em 2015. Tinha três meses para a apresentar, para remodelações e ampliações. Aliás, tive uma arquiteta a fazer um esboço do que se podia fazer aqui, e foi com esse esboço que percebi que se podia fazer aqui uma obra harmoniosa.
Para quartéis novos não podia ser, pois eu tive o cuidado de verificar. Mesmo que isso fosse possível, onde é que eu ia o construir?

Mas nessa altura não poderia ter sido adquirido o terreno?

Eu tinha comprado o terreno aqui em baixo, anexado ao quartel. O negócio estava feito, estava tudo acertado, apenas apareceu o direito de opção mais tarde, quando fomos fazer as escrituras. Nós estamos a falar de uma associação e temos de fazer uma assembleia geral para a compra do terreno. Eu tinha acertado o negócio. Nós tivemos um negócio à beira dos correios. Aquele terreno estava apalavrado. Eram quatro proprietários, mas, quando chegou a hora da verdade, já era incomportável.

Não há necessidade de uma maior celeridade neste processo?

Neste momento, são poucos e caros. Não estamos a morar debaixo da ponte. É necessário sim, temos de avançar. Eu tenho falado com várias pessoas no sentido de tentar ver quais são as possibilidades que há no nosso espaço urbano. E digo-lhe que não tem sido fácil. Eu não posso dizer abertamente o que quero fazer pois se eu disser que estou interessado no terreno ele aumenta o preço substancialmente.

Uma das possibilidades que foi apresentada por Fausto Oliveira, nas redes sociais, é dentro da escola EB 2,3 de Cristelos. Qual a sua opinião em relação a esta possibilidade?

Desconheço qualquer uma dessas soluções. Já alguém veio falar com o presidente da direção? A nível de redes sociais, eu dificilmente passo por lá. Toda a gente sabe a dificuldade que eu tenho nos terrenos. Andarem a tentar colher louros dizendo que pode haver aqui uma possibilidade…

Mas considera que é por motivos políticos?

Mas duvida? Só entendo isso como colher louros políticos. Repare: se você sabe de um terreno que pode interessar aos bombeiros, faça chegar ao seu presidente esse terreno. Se eu já tenho uma dificuldade muito grande, quando abordo alguém a pedir um terreno, toda a gente sabe que vai ser a câmara que o vai ter de pagar… Pelo menos, é aquilo que parece que querem fazer transparecer. Quando eu chego para tentar fazer o negócio com os terrenos, eles estão todos inflacionados.

Mas, no caso da EB 2,3, o terreno já é da autarquia…

Estive a falar com o presidente da Câmara há dias e abordei aquele terreno da EB e ele disse-me que vai reformular toda aquela escola. Mais: aquilo não é da Câmara, mas sim do Ministério da Educação.

Permita-me a correção: a Escola EB2,3 de Cristelos é da autarquia. Sendo uma área disponível de oito mil metros quadrados, que não estão a ser utilizados, parte desse terreno não poderia ser para o quartel?

Eu não vou dizer se gostava ou se não gostava. Se houver viabilidade… Primeiro, nunca ninguém me falou desse terreno.
Mas o senhor presidente referiu ao nosso jornal que, se houver interesse da parte direção, é uma situação a ver.
Uma situação a ver é uma situação para ser conversada. Sou uma pessoa disponível para analisar todas as possibilidades, mas falem comigo, não vão para as redes sociais.

Qual é a sua opinião sobre a localização do quartel perto do complexo desportivo?

Isso é na serra. Querem enviar os Bombeiros para o meio da serra. Eu acho que isso é inviável. Não vou tirar os bombeiros para fora para depois eles se sentirem desenquadrados. Os bombeiros precisam de ser respeitados. Eles vão para lá quando é para apagar fogos. Vão estar lá isolados. Eles dão uma vida inteira a trabalhar para olhar pela nossa segurança e ganham zero. A centralidade é importante, têm de ter alguma dignidade. Não podem estar afastados de tudo. A minha intenção é manter os bombeiros integrados aqui no centro.

O terreno em Cristelos da EB 2,3 teria essa vantagem…

Sim, se houver essa possibilidade, porque não? Eu nunca tive conhecimento dessa possibilidade. Se existir, tenho de a analisar porque até nem o conheço bem.
Quando eu quero fazer alguma coisa, eu vou ter com as pessoas certas para o fazer, não preciso de ir para as redes sociais. Eu prefiro dizer a quem de direito. Temos possibilidades, vamos lá analisá-las. Eu a seguir, se tiver de dar um voto de louvor a alguém, eu dou, sem problema nenhum.

A Câmara é um parceiro essencial?

A Câmara é essencial neste tipo de projeto. No dia em que eu não puder contar com a autarquia no apoio, caímos todos no descrédito total. A câmara é um parceiro muito importante para os bombeiros. Tem de haver aqui um juntar de forças, estando atentos à parte dos financiamentos europeus.
Das conversas que tenho tido com o senhor presidente da Câmara, ele nunca disse que a autarquia não irá participar. O problema é a dificuldade que temos e essa é muito grande. Quando houve a possibilidade daquele térreo nos correios, eu estive sentado com o proprietário e com o senhor presidente da Câmara e ele sabe qual a razão do negócio ter falhado. Sem a Câmara quase não posso fazer nada. Temos de ver as limitações da autarquia e tentar ver onde podemos chegar.

Quais são os objetivos futuros?

O meu principal objetivo é, quando se falar do nome dos Bombeiros de Lousada, reconhecer esta identidade. É uma associação diferente!

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