Zona Industrial de Caíde de Rei pode finalmente nascer

Resolvido problema dos terrenos, falta garantir o financiamento

“A zona de acolhimento empresarial de Caíde de Rei é um projeto que já esteve na forja muitas vezes, mas que nunca encontrou condições para ser executado, sobretudo em virtude de nunca se ter chegado a acordo com todos os proprietários dos terrenos para se pensar num projeto exequível”: foi assim que Pedro Machado, presidente da Câmara Municipal de Lousada, explicou o impasse vivido até ao momento relacionado com a famigerada Zona Industrial de Caíde de Rei, que, até ao momento, não passa de uma promessa.

Quase dois milhões de euros necessários

Agora, o problema maior parece estar resolvido. Há, portanto, a esperança de que possa finalmente nascer o projeto há muito desejado, apesar de não estarem garantidas todas as condições, especialmente o financiamento, como explica o presidente da autarquia: “No caso em concreto, acabamos as negociações com os proprietários envolvidos e temos o acordo. Esse assunto vai ser objeto de proposta na reunião de Câmara e vamos agora apresentar uma candidatura que aponta para investimentos elegíveis na ordem de um milhão e setecentos mil euros e, um milhão e meio do Feder. Temos o processo praticamente formatado em termos de projeto de execução”. O edil alerta, no entanto, que o financiamento não está garantido, visto que está dependente de uma candidatura, estando previstas apenas duas aprovações por cada CIM: “Estamos a trabalhar para apresentar uma candidatura forte, mas não vai ser fácil, pois a dotação para todo o Norte não é muito expressiva”, avisa o edil. Daí a necessidade de apresentação de uma candidatura com mérito.

Dez hectares albergarão zona industrial

Ultrapassado o problema da propriedade dos terrenos, ao todo serão cerca de dez hectares para albergar a nova zona industrial. Esta área está ainda dependente de algumas aquisições e parcerias com proprietários, oportunamente tratadas em reunião de Câmara, como explicou Pedro Machado.

O presidente acredita que o financiamento na ordem dos dois milhões, necessário para que os lotes possam ser vendidos, contará com os fundos comunitários, “fulcrais para o efeito”. E salienta aspetos positivos que a candidatura valorizará, como a localização excecional. “Estamos a trabalhar tudo o que são critérios de seleção e majoração para que a pontuação seja a máxima possível”, remata.

Comentários

Submeter Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Artigos recentes

TRADIÇÃO CONTINUA VIVA: A Sagrada Família que une gerações

Durante décadas, a chegada da caixa da Sagrada Família a uma casa foi sinónimo de recolhimento,...

Sandra Monteiro pinta a emoção que nasce no silêncio

Profundamente marcada pela emoção, pelo realismo e pela intensidade do olhar humano, as pinturas a...

Subida de divisão aumenta o desafio dos veteranos da ADL

A equipa de Masters da AD Lousada concluiu uma temporada de grande nível, garantindo a subida à...

Patinador lousadense conquistou medalha de prata

O jovem Gabriel Ferreira, de Aveleda, está a construir uma promissora carreira na patinagem...

Noite Branca no Largo da Senhora Aparecida

Gravinda, York e Paulo Marcelo sobem ao palco no dia 8 de agosto, a partir das 22h00, para uma...

Cinema no parque de Meinedo

No próximo dia 1 de agosto, o Parque do Areinho, em Meinedo, recebe mais uma edição do Cinema ao...

Pilotos Lousadenses foram brilhantes vencedores, em Montalegre

Foi a quinta e antepenúltima jornada do Campeonato de Portugal de Ralicross e Kartcross, com os...

AS AMORAS – Há uma altura do ano em que os caminhos dão sobremesa a quem passa. Há frutos que se...

​Inferno das Febras revela distribuição das bandas e coloca à venda bilhetes diários

A ​organização do Inferno das Febras divulgou a distribuição das bandas pelos dois dias do...

PSD exige maior transparência na contratação pública municipal

NOTA DE IMPRENSA DO PSD/Lousada O PSD Lousada questionou no passado dia 6, o Executivo Municipal...

Siga-nos nas redes sociais