José António Teixeira: “Não consigo dizer não às associações”

José António Coelho Teixeira é uma figura conhecida de todos os lousadenses, não só porque exerce as funções de professor no concelho há muitos anos, mas também porque se destaca no associativismo local.
Nasceu em 1965, na rua Visconde de Alentém, em Cristelos, em 1965, continuando a residir nesta freguesia. O pai, de Caíde de Rei, e a mãe, do Torno, sempre residiram e trabalharam em Lousada. Ela trabalhava no restaurante típico da avó e ele na Ourivesaria Lousada.

José António frequentou a escola primária na freguesia, agora Biblioteca Municipal, tendo sido seu professor Adriano Fernandes, “uma referência” para si. Desses tempos, recorda a disciplina e o respeito pelo professor, bem como o cantar do hino e a marcha no átrio. Era uma realidade contrastante com aquela que hoje vivemos e explica porquê: “Não temos o respeito pelo professor por duas razões: não temos tanta disciplina e impera o descrédito por aquilo que é ser professor. Na altura, o professor era alguém por quem tínhamos respeito”.

O rigor e a disciplina do passado estão bem vivos na sua memória: “O professor Adriano tinha uma varinha na sua gaveta e, se nos via distraídos, punha-nos a coçar a cabeça”, recorda. Os casos mais graves eram punidos com os “dois cavaquinhos”, um maior e outro mais pequeno, que aqueciam as mãos, mas raramente foram utilizados.

Depois de passar pelos pré-fabricados na Quinta das Pocinhas, foi estudar para Amarante, agora sem a separação dos alunos pelo sexo. José António era o aluno que faltava para completar o autocarro que seguia diariamente para o colégio amarantino.

O 12º ano foi concluído no Porto, de onde rumou à universidade na capital, cidade que não apreciou para viver, em parte por sentir falta da solidariedade nortenha. “Em Lisboa, não me deixaram entrar de sapatilhas na discoteca. Havia muito elitismo”, descreve. Assim, depois de 3 meses na capital, transferiu-se para a Universidade Portucalense, na Invicta. Apesar de o ensino privado representar um gasto, compensava, pois o nível de vida na cidade do Porto era muito mais barato, além de que estava mais próximo da família e de casa.

Queria ser programador

Começou a frequentar o curso de Informática, pioneiro no Porto. “Tinha a ideia de que a informática iria revolucionar o mundo”, afirma. Também não esquece o “slogan” que repetia enquanto caloiro: “Eles dominam o mundo, nos dominamo-los a eles”.

Lembra-se muito bem dos Macintoch, “poucos e muito caros”, que havia na faculdade e que era preciso requisitar com dias de antecedência. Trabalhar sem o auxílio do rato, com o sistema operativo MS-DOOS, com uma panóplia de comandos na cabeça é algo que nada diz aos jovens atualmente, mas era a realidade da altura.

José António reconhece que não era aluno de se empenhar a 100%, até porque o futebol lhe ocupava parte do tempo, mas frequentar um curso de que gostava manteve-o motivado e aplicado. Talvez por isso aconselhe os alunos a fazerem sempre aquilo de que gostam.

O ingresso no curso nunca foi motivado pela ideia de ser professor.

Primeiro queria ser programador. A profissão docente atravessou-se no seu caminho. Com o aproximar do final do curso, chegou a hora de decidir o seu futuro profissional: “Via colegas de curso irem para Lisboa trabalhar, onde ganhavam 3 ou 4 vezes mais que no Porto, pois as centrais bancárias pagavam muito bem”, conta. Mas a capital nunca o motivou, para além de que os gastos também seriam maiores.

O futuro profissional começou a desenhar-se quando, durante o estágio profissional de conceção de um programa para uma clínica, começou a dar aulas em part-time no Externato D. Duarte do Porto, a duas turmas, com apenas oito alunos cada. A experiência foi positiva e, entre ir para Lisboa ou dar aulas no Norte, optou pela segunda via. Concorreu então a várias escolas e, ajudado pela experiência já acumulada como docente, começou a lecionar em Arcozelo, Vila Nova de Gaia, corria o ano de 1992. “Naquela altura, um computador custava 500 contos!”, salienta, acrescentando que a sua primeira “máquina” foi um IBM, comprado já mais tarde.

A conclusão dos estudos superiores livrou-o da tropa, embora, por lapso nos serviços, se tenha apresentado nos Comandos da Amadora para prestar provas, sendo dispensado logo de seguida para continuar os estudos.

Escola Secundária de Lousada, a segunda casa

Apesar de Arcozelo o seduzir pela praia, passados quatro anos, os problemas de saúde do pai levaram-no a concorrer para Lousada: “Tinha o meu pai com bastantes problemas de saúde, era filho único e vim para cuidar dele. Estava com 31 anos”, conta. Casou e, de seguida, começou a lecionar na sua terra natal. Estávamos em 1997. Começou por lecionar à noite, numa altura em que a vida noturna escolar era agitada. Mais de 300 alunos frequentavam o ensino noturno e as aulas prolongavam-se até à meia noite. Esta experiência fê-lo ganhar grande respeito pelo trabalhador-estudante: “Era gente que trabalhava e fazia um grande esforço, que me habituei a respeitar porque era de facto um esforço tremendo ficar até à meia-noite na escola e levantar às sete”. Acrescenta que ele próprio chegava a casa cansado, pois o sistema de ensino em vigor na altura, por unidades capitalizáveis, exigia grande dinamismo da parte do professor.

Apesar de gostar de lecionar à noite, o ensino diurno também o motiva. “Não tenho público-alvo definido. Mas, de dia, a mensagem passa de maneia diferente, os alunos são mais autónomos, não é tão cansativo”, sustenta, apesar de admitir que, quando era mais jovem, gostava de trabalhar à noite.

Na verdade, o trabalho à noite haveria de ocupar grande parte da sua carreira profissional, com o Centro Novas Oportunidades, projeto que abraçou durante anos, e em que dando formação a cerca de 1500 adultos em várias freguesias do concelho. Apesar de não ter sido fácil dar formação a adultos que estavam fora do mundo da informática, sente-se orgulhoso quando encontra ex-alunos que diziam que os computadores não eram para eles, mas que os usam regularmente, principalmente para aceder às redes sociais: “Tenho muito orgulho. Tive alunos de 60 e 70 anos. Ainda há pouco encontrei um casal, cujo marido disse ‘olha o professor que nos ensinou a trabalhar com os computadores’. É gratificante ver esse reconhecimento”, diz.

É professor por paixão, mas reconhece que a educação em Portugal tem grandes debilidades. “Tentou-se pôr a opinião pública contra os professores”, sustenta. Considerando a educação o pilar de uma sociedade evoluída, já que todos os profissionais passam pela escola, defende que a autoridade do professor deveria ser reposta. “Há dias, pensava se voltaria a seguir este caminho e, se calhar, não, pois desvaloriza-se o papel do professor. O que mais me entristece é que, por razões políticas, se tenha descredibilizado os professores e não tanto o vencimento”, lamenta.

O professor acrescenta que a escola sofre com os problemas da sociedade, que muitos pais põem os filhos na escola como se esta fosse um depósito de crianças e não dialogam com os educandos para perceberem os seus problemas. “A partir do momento em que as famílias se demarcam surge a indisciplina”, afirma.

Atualmente, é membro direção do Agrupamento Escolas de Lousada, funções que exerce há seis anos.

Política: a paixão que esmoreceu

Mesmo antes de ir para o Porto estudar, José António fez-se militante do PSD por incentivo dos amigos, já ligados ao partido. Por isso, quando regressou a Lousada, foi desafiado para a política partidária. “Como sempre gostei de fazer algo pela sociedade, pelo meu concelho aceitei”, explica. Começou, assim, por ser deputado municipal, função que exerceu ao longo de dois mandatos. “Dei o meu melhor, respeitando a opinião dos outros”, diz.

Em 2005, foi convidado para integrar a lista candidata à Câmara. Sabia que não era uma luta fácil, mas aceitou o desafio: “Sabíamos que tínhamos um presidente imbatível, Jorge Magalhães, e também o falecido Mário Fonseca”, recorda.

Com Pedro Matias, começou, na altura, a procurar gente para formar a lista: “Fomos buscar gente de diferentes áreas, com pensamentos diferentes”, explica. “Formamos uma lista de gente fantástica e credível. Orgulho-me de ter tido essas pessoas na nossa lista”, diz, com saudades.
Seguiu-se uma campanha que descreve também como fantástica, onde imperava a união do grupo: “Fazíamos um briefing todos os dias à noite. Às vezes era preciso gastar mais uns euritos para um outdoor”, lembra, destacando o espírito de camaradagem: “Havia um espírito de amizade fantástico e nem sempre na política isso acontece”, diz.

Como vereador da oposição, realça que sempre desempenhou as funções com muita responsabilidade: “Eu o Pedro preparávamo-nos sempre muito bem para as reuniões. Por exemplo, a nível económico, tínhamos sempre o cuidado de pedir ajudas, para fazermos um combate sério sabendo o que estava em causa”, explica, considerando que o esforço dos vereadores foi valorizado.

Desses tempos, recorda algumas situações “engraçadas”, que quis partilhar connosco: “Começamos a ir as actividades do Rancho de Nogueira e, quando olhávamos para o lado, estava lá o executivo todo. O que nos disseram é que não era usual. Até o rancho ganhou com a nossa ação, pois dessa forma estava lá o executivo todo. Isso marcou-me”, conta.

Foi membro Comissão Política PSD Lousada durante 6 anos e, a nível distrital, integrou também a Comissão Política, onde sempre defendeu as suas ideias. “Quando estou, ou tenho disponibilidade para marcar presença, ou não assumo”, diz sobre a sua ação nos vários órgãos por onde passou e onde continua em funções.

Na Distrital, recorda a sua ação na área da educação, num período conturbado, em que era ministra Maria de Lurdes Rodrigues: “Fui nomeado por Marco António Costa porta-voz pela educação. Foi gratificante. Foi o lado muito positivo da política”.

Mais tarde, porque algumas situações lhe desagradaram, desligou-se do Partido. Afirma que saiu “triste com algumas situações” e lamenta que existam divisões que prejudicam o Partido. “O PSD esteve próximo de ganhar a Câmara e não ganhou. Mas teria sido possível”, sustenta, acrescentando que “não se deve cantar vitória antes do tempo, pois quem está no poder tem sempre vantagem”.

Se o PSD estivesse no poder, o concelho estaria diferente? A esta pergunta José António respondeu que por princípio defende, “por vezes, é preciso mudar e que outras ideias surgem”. Sem negar que o concelho evoluiu, relembra que, enquanto vereador, apresentou ideias diferentes das do executivo, que considerava mais acertadas: “Recordo-me que eu e o Pedro tínhamos uma ideia diferente do que poderia ser a requalificação da vila, tirando as bombas de gasolina do centro, por exemplo. Fomos ouvir especialistas na área da arquitetura, apresentamos a nossa posição, mas passou o projeto deles [socialistas]. Substitui-se paralelo por paralelo e nesse aspeto não mudou muito”, conta. “O PSD tem de se afirmar apresentando uma alternativa. Há cosias que estão mal e outras que são diferenças de opinião. Apresentar um projeto diferente não é criticar tudo”, defende.

O ex-vereador social-democrata lembra ainda outro projeto que gostaria de ter visto implementado em Lousada: “Uma alameda da Praça das Pocinhas ao Complexo Desportivo, acompanhada de captação de investimento na hotelaria” E explica porquê: “Lousada está no meio do Vale do Sousa, existem à volta hotéis e em Lousada não. Lousada tem um hotel, mas não é o ideal para potenciar as excelentes infraestruras deportivas. Falta esse complemento”, sustenta.

De corpo e alma no associativismo

Animado pela sua filosofia de vida, de ajudar quem precisa, o associativismo entrou cedo na vida de José António Teixeira. Ainda na universidade, foi membro da direção da Associação de Estudantes da Universidade e coordenador desportivo, arrecadando o título de campeão nacional de andebol e de futebol, nesta modalidade também como jogador.
Sempre atento aos problemas da sua freguesia, enaltece o trabalho realizado pela associação “Ao Encontro das Raízes”. Enquanto membro da Distrital do PSD Porto, aproveitando o facto de Marco António Costa ter sido secretário de estado da Segurança Social, tudo fez para que passasse por Lousada e visse o trabalho realizado por esta associação, que precisava de ajuda. O resultado foram cerca de 90 000 euros para obras, duas carrinhas e equipamento. Este gesto valeu-lhe da parte do presidente Luís Gonzaga a honra de ser sócio benemérito, apesar de José António considerar que não fez mais do que a obrigação. Mais tarde, foi convidado para ser presidente da Assembleia Geral da associação, convite que aceitou.

Com os filhos a estudar no Centro Escolar de Cristelos, sentiu que era preciso deitar mãos à obra e tornou-se presidente da Associação de Pais. Com muito trabalho, conseguiu, juntamente com a sua esquipa, conquistas assinaláveis, uma das quais foi uma sala de informática com 12 computadores, algo inédito na altura. “Angariamos verba. Quando a Câmara nos deu o montante, só faltava decidir se monitores seriam ou não LCD”, conta.

O antigo presidente destaca ainda outras conquistas importantes: equipamentos e bens para a escola, e a viagem de finalistas ao Jardim Zoológico de Lisboa, com a associação a garantir o financiamento em 50% e a Câmara a oferecer o transporte, assim como as festas de encerramento de ano lectivo, com a presença de centenas e centenas de pessoas.

School Dance: a menina dos seus olhos

Foi também nesta escola que nasceu a School Dance com o objetivo de motivar os alunos: “Muitas crianças não gostavam da escola e encontramos algo para tornar a escola mais atrativa”, diz. O problema surgiu quando os alunos do quarto ano tiveram que abandonar a escola. “E agora vai acabar a dança”, diziam. A solução foi criar uma associação que albergasse todos os alunos. Já lá vão 14 anos. A partir daí, foi sempre a crescer. “A dança tem crescido em termos nacionais e temos acompanhado esse crescimento”, revela. José António lamenta apenas que não possam integrar todos os alunos: “Dos 4 aos 10 anos, não conseguimos abrir mais turmas para dar resposta”, refere.

Em todo este trabalho, enaltece a colaboração dos que o rodeiam, porque “ninguém faz nada sozinho. Tenho sido a minha volta gente espetacular que me ajuda”, refere. Para se sentir totalmente realizado no projeto School Dance, faltam-lhe apenas as condições físicas ideias para os ensaios e um espaço para a sede social, vem dialogando a muito tempo com a câmara municipal mas ainda não existe uma solução, o que o tem deixado triste com a situação. É, aliás, uma lacuna que aponta em Lousada. “A School Dance tem muitas turmas e chega a ter aulas em simultâneo, por essa razão não podem ter aulas na Junta que só tem uma sala, salientando que a Junta de Freguesia tem apoiado.

O futebol é outra das suas paixões deste “dragão de prata” desde muito novo. Começou como jogador na ADL, durante seis anos, nas camadas jovens, continuando a prática desportiva na universidade. Deixou os relvados, mas continuou ligado ao futebol, também como presidente da Assembleia Geral do Cristelos Sport Clube, numa altura em que o clube viveu tempos áureos, sagrando-se campeão três vezes no campeonato concelhio: “Fizemos um trabalho fantástico. Foram anos gloriosos, de muitas alegrias para Cristelos”, relembra.

Em termos associativos, José António foi ainda presidente do Conselho Fiscal da Ladec durante 3 anos, sendo atualmente presidente da Assembleia Geral. Na Associação Solidariedade Social de Nespereira foi 3 mandatos membro da mesa da assembleia geral. Atualmente e vice-presidente da mesa da Assembleia Geral dos Bombeiros Voluntários de Lousada.

O pior momento

Momentos menos bons na vida todos temos, mas deparar-se com a doença de um filho é algo devastador, que José António teve de ultrapassar: “Ter uma filha com 8 anos com cancro foi terrível, depois de ter perdido o meu pai há oito meses”. Mas conseguiu levantar-se do golpe! Destaca como reconfortante o apoio que teve nesses momentos. “Até na política, nas questões de solidariedade, não há cores partidárias. Foram muitos os que me apoiaram, mesmo dos outros partidos. Recebi toda a disponibilidade para me ajudarem e nunca vou esquecer”, salienta.

A doença da filha tornou-se uma força e considera os momentos que passou com ela inspiradores: “Se consegui ter forças para me reerguer, acho-me capaz de tudo enfrentar”, refere.

O futuro continuará a passar pelas associações, porque não consegue dizer que não, embora a disponibilidade não seja muita e a idade não perdoe. Já a política, que foi uma paixão, embora não possa dizer que dessa água não beberá, não faz parte dos seus planos.

Continuaremos a vê-lo pelo concelho que adora e onde encontra muita beleza. Embora tenha algumas ideias diferentes para Lousada, considera que o concelho tem evoluído. “A lacuna continua a ser a falta de condições físicas para a dança”, afirma, em jeito de desafio.

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