por | 26 Abr, 2020 | Opinião, Sociedade

Inquérito de rua sobre o 25 de abril – Anabela Peixoto
  1. O que significa para si o 25 de Abril?
  2. Como vê a polémica que se gerou este ano acerca das comemorações?
  3. Como vê o país social e político no futuro?

1) A possibilidade de sermos quem queremos ser enquanto comunidade. Fazer boas ou más escolhas são da responsabilidade dos cidadãos. Isto remete me também para algumas fragilidades, que são também possibilidades, da nossa democracia: a muita iliteracia política que não nos permite sermos cidadãos participativos. Para garantirmos uma democracia efetiva temos de fazer da educação a premissa fundamental para a equidade, desenvolvimento social e sustentabilidade ambiental.

2) Consigo entender algumas críticas que consideram que este ato não é exemplar face ao comportamento que é esperado dos portugueses. No entanto não concordo. É fundamental celebrar a democracia, para que nos lembremos sempre do que foi viver em ditadura. Estão reunidas as devidas condições de segurança para evitar quaisquer riscos. Convém lembrar que a assembleia da república nunca deixou de reunir. E lembrar também, que todos os dias trabalhadores se reúnem para produzir, não apenas os bens essenciais, mas para garantir algum equilíbrio económico e até o nosso conforto, e nem sempre o fazem com a mesma garantia de proteção que os deputados. Isso sim, parece me polémico.

3) O que vejo é quase um ato de fé. Um país a caminhar em uníssono com a Europa solidária, percebendo que a força de cada país é a força da Europa. Que o nosso investimento tem de ser nas pessoas, que não faz sentido termos um PIB muito elevado e os cidadãos do país, da Europa e do mundo cada vez mais pobres. Acredito que vamos caminhar para garantir a todas as pessoas o bem-estar social, económico e cultural. E que isso só é possível quando todos concordamos em viver com muito menos e recuperar os nossos recursos ambientais.
E isto, estamos a aprender agora, da pior maneira. Que valha a pena!

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