Joaquim Gonçalves: Festas Grandes são uma das suas paixões

Quase uma década na organização das festas

Joaquim Gonçalves admite que as Festas Grandes do concelho são uma das suas grandes paixões. A tradição familiar terá contribuído para o adensar desta paixão, já que o pai vivia intensamente as festividades: “O meu pai era um bairrista que aproveitava as festas para promover o seu negócio”, conta, lembrando o caldo verde que costumava servir.
Joaquim Gonçalves, ainda criança, não deixava escapar os melhores momentos. E às vezes fugia para ouvir a música e ver as vacas de fogo: “Eu adormecia a ouvir a música, via as vacas de fogo e o mel”, recorda.
A oportunidade de entrar na comissão de festas liderada pelo Engenheiro José António Oliveira surgiu em 2005. Em 2007, desafiado por Humberto Fernandes, assumiu a presidência das festas, “com muito gosto”, diz. “Na minha vida, sempre quis ajudar o meu concelho, não só nas festas”, justifica. O resultado do trabalho realizado nesse ano foi positivo, tendo beneficiado do apoio financeiro do ano anterior, como explica: “Em termos monetários, tivemos um saldo positivo em 2006 e quisemos que ficasse para 2007. Nesse ano, fiz das maiores festas, com os Xutos e Pontapés. Fiquei muito satisfeito com a nossa organização em 2007”, refere.
Em 2008 e 2009 esteve fora da organização das Festas Grandes, mas, em 2010, foi desafiado a regressar “porque as coisas não correram bem”. Em 2010, acabou, não por liderar, mas por assumir a vice-presidência. O presidente era Aníbal Silva.

Em 2011 e 2012, esteve nas comissões de festas, mas “sempre por trás”, declara.

Em 2013 deveria encerrar o ciclo de participação nas comissões de festas. Assumiu, nesse ano, a presidência, mas, quando achava que a porta se tinha fechado, eis que em março de 2014 foi chamado de novo, por não haver quem organizasse as festividades. O bairrismo e o gosto pelas festas falaram mais alto. Na altura, Gonçalves não quis ser presidente, pois já presidia à LADEC. “A solução foi ser a própria associação a organizar as festas, acabando por as organizar em 2014 e 2015. Nesse ano, terminamos mesmo, pois estávamos cansados de ouvir algumas opiniões das pessoas, que, injustamente, nos criticavam”, explica.

Devoção é importante

Joaquim Gonçalves considera que nas festas do Senhor dos Aflitos tem de haver devoção. “É importante perceber o que é o Senhor dos Aflitos. Temos de sentir o bairrismo e ir com devoção. Infelizmente, há pessoas que gostam de ser presidentes de qualquer coisa só pela importância. Eu nasci e cresci no meio das festas. Quando vejo um presidente que nem sabe quem é o Senhor dos Aflitos fico triste. Respeito quem foi e quem quer ser, mas também é preciso saber porque querem ser presidentes das festas”, defende. O antigo presidente admite que a sua vida é o Senhor dos Aflitos. “A minha dedicação foi cem por cento a ele”.
Elege 2013 como o ano que, aos seus olhos, mais gente veio às Festas Grandes. Também esse ano teve, para si, o melhor programa. “Trouxemos o Tony Carreira, os Xutos e Pontapés, os Santa Maria e o Canário. Em 2015, também foi muito bom. Procuramos ter festas bem organizadas. Uma das coisas que muito me orgulha!

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