por | 28 Jul, 2020 | Sociedade

A Covid-19 em Lousada e o impacto nos serviços de saúde

O Conselho da Comunidade do Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) do Tâmega III – Vale do Sousa Norte (Lousada, Felgueiras e Paços de Ferreira) reuniu na passada sexta-feira, dia 24, em Lousada, com o objetivo de fazer o ponto da situação epidemiológica da região da Covid-19.

Uma das conclusões retiradas deste encontro foi que “os dados estão estáveis não havendo aumentos significativos nas últimas semana”, como teve oportunidade de destacar o Vereador da Saúde, Dr. Nélson Oliveira. No entanto, é destacada, mais uma vez, a importância extrema de todos assumirem um papel ativo na prevenção.

Dos vários pontos abordados durante a reunião, destaque para algumas solicitações por parte do Vereador da Saúde da Câmara de Lousada que destacou a necessidade de “uma maior celeridade no reagendamento das consultas em atraso, sabendo que é previsível que em setembro a normalidade possa estar restabelecida, a urgência na retoma dos atestados de incapacidade multiusos e a melhoria da comunicação/informação dos serviços de atendimento junto dos utentes”.

O Dr. Nélson Oliveira destacou ainda “o empenho na colaboração que tem existido entre a autarquia e as instituições de saúde, em particular na contínua luta contra a pandemia, em que é mais do que justo fazer um enorme agradecimento pelo empenho e profissionalismo dos profissionais de saúde deste ACeS nesta fase de intenso trabalho”.

Um outro exemplo apresentado foi a situação junto dos idosos que vivem nos dois lares da Santa Casa da Misericórdia e que foram protegidos desde o primeiro momento. Os funcionários fizeram turnos semanais para que não houvesse perigo de transmissão do exterior para esta população muito mais vulnerável.

“No final de setembro espera-se que 87% da atividade já esteja em funcionamento”

O Diretor do ACeS, Dr. Hugo Lopes, começou a sua intervenção com uma palavra à comunidade na forma como tem lidado com toda esta situação, deixando ainda a recomendação para que não se baixe a guarda, pois o vírus continua a circular na comunidade.
O trabalho do ACeS está a ser efetuado com a antecipação possível e nesse sentido estão a ser implementadas diversas alterações ao funcionamento das Unidades de Saúde Familiar. Exemplo disso é “o acompanhamento que está a ser efetuado pelo médico de família aos utentes infetados que estão a fazer a convalescença em casa. A teleconsulta vai ser uma realidade mais frequente para que a população, nomeadamente a mais frágil, não tenha de ser deslocação à USF, sobretudo na época gripal, no início do outono. Neste sentido vai ser necessária a colaboração das entidades locais das freguesias no sentido de sensibilizar a população para evitar deslocações desnecessárias ao Centro de Saúde, para aspetos burocráticos”. O Diretor do ACeS admitiu ainda que existem dificuldades na comunicação e atendimento telefónico, mas que tudo está a ser feito para minorar esta situação.
Também a desmaterialização ao nível da documentação é um dos objetivos, evitando as deslocações dos utentes às USF, passando a ser efetuado via eletrónica, também aqui com o apoio das entidades de locais.
De acordo com o Dr. Hugo Lopes “no final de setembro espera-se que 87% da atividade que tinha sido suspensa esteja já em funcionamento ao nível das Unidades de Saúde Familiar”.
Na sua intervenção o Dr. Hugo Lopes destacou ainda os vários fatores que contribuíram para que os números de infetados neste ACES fosse tão alto. O facto de ser uma zona fortemente industrializada, de ter uma taxa de desemprego baixa, de ter uma elevada densidade populacional e com muita população jovem foram determinantes para que os números disparassem.

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