por | 29 Jul, 2020 | Cultura, Grandes Louzadenses

Diogo Pinto: Jovem trompista ganha concurso nacional

Diogo Pinto é aluno do Conservatório do Vale do Sousa. Tudo começou quando experimentou um instrumento. Nesse mesmo dia, decidiu que queria estudar música no Conservatório. Tinha, na altura, 9 anos. Depois de experimentar alguns instrumentos, optou pela trompa.

Nunca teve dúvidas sobre o percurso académico que queria seguir. A paixão pela música foi crescendo e, no final do nono ano, optou por continuar na música, decisão que contou com o apoio dos pais.
São já seis anos no CVS, onde se sente como no seio da família. “É uma comunidade onde podemos partilhar opiniões. Gosto do nível de exigência e do profissionalismo”, sustenta.

Diogo mostra-se satisfeito por estudar numa escola com prestígio, que vai dando mostras, dentro e fora de Portugal, da sua qualidade.

Chefe de naipe de trompa na Banda de Lousada

O jovem lousadense atua na Banda de Lousada, onde diz ter sido muito bem recebido pelos mais velhos. Aí, o seu valor como trompista é já reconhecido, pois é chefe de naipe de trompa na orquestra, função desempenhada pelo mais velho ou pelo melhor trompista, que é o caso. “É uma coisa muito difícil. Temos de dar exemplo aos mais novos, sobretudo na orquestra. Se não dermos o exemplo, a orquestra vai não funciona. E temos de saber liderar”, explica.

Embora a orquestra tenha reduzido a sua atividade em virtude da pandemia, em dezembro realizou-se o concerto de Natal na Casa da Música e um concerto na Aparecida no Ano Novo.

A pandemia obrigou também ao desenvolvimento do ensino à distância, ao qual Diogo Pinto teve de se adaptar: “No início foi estranho, não tínhamos um professor a explicar como tocar, era por marcação, o que acabava por ser mais difícil. Depois, ao longo do tempo, comecei a habituar-me a este sistema. Nas aulas fazia um direto, mas para cada aula fazia também gravações”, conta.

Apesar de muito jovem, Diogo ganhou já alguns prémios, um dos quais a nível nacional. “Éramos 26 concorrentes. À fase final, só passaram onze e eu fiquei em primeiro. Foi um bom desafio. Fiz uma gravação, entre quatro paredes. Não tinha presença de júri, não tinha público, o que era um pouco difícil. Preferia um palco. Estava na expectativa de ficar nos primeiros três primeiros e acabei por vencer, o que foi bom”, comenta.

Palco relaxa-o

Na primeira vez que pisou um palco, o jovem músico confessa ter sentido alguma ansiedade. Refere, que estranhamente fica mais nervoso nos momentos que antecedem a subida ao palco, relaxando quando o pisa: “Quando estou fora do palco, estou um pouco mais nervoso, mas no palco algo muda, fico mais relaxado”, menciona.

Terminado o 12º ano, Diogo anseia entrar na universidade, cá em Portugal. Já o mestrado tenciona fazê-lo no estrangeiro. Não descarta outros percursos na música, enquanto compositor ou maestro. Para o sucesso conta com a determinação, característica que elege como importante. “Determinação e “pulso”, para ter melhores performances”, afirma.

CVS: profissionalismo e exigência

Diogo Pinto incentiva todos a estudarem música, se possível no CVS. “Para além de ter um nível de exigência elevado, aprende-se muito ali. Quem quer aprender música deve aproveitar”, diz, dirigindo ainda uma palavra de admiração ao seu professor, Nuno Costa.

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