por | 15 Out, 2020 | Publirreportagem, Sociedade

Dificuldades de Aprendizagem: O que os Pais precisam de saber?

Muitas crianças, adolescentes e jovens passam por situações de dificuldades de aprendizagem escolar, podendo variar entre ligeiras a moderadas, temporárias ou permanentes. As dificuldades de aprendizagem são bastante comuns na vida escolar. Sabemos que a aprendizagem é um processo que depende da combinação de múltiplos fatores: genéticos, neurobiológicos, psicoemocionais, sócio-educacionais, institucionais e familiares. Compreender cada um deles é o mais importante para tomar medidas preventivas e remediadoras. Portanto, perceber desde cedo se a criança está ou não a revelar dificuldades em acompanhar ou em apreender os conteúdos escolares é fundamental.

As dificuldades na aprendizagem podem estar relacionadas com alguma situação sócio-emocional ou associadas a algum diagnóstico ou perturbação.

As dificuldades na aprendizagem podem surgir durante o percurso escolar do aluno, ou seja, acontecem em um momento específico da vida escolar, causadas por um problema pontual (ex. separação dos pais, luto, mudança de escola, nascimento de irmãos, etc) ou numa matéria específica ou até pela metodologia de ensino. Nestas situações, resolvido o problema, a aprendizagem volta a decorrer normalmente.

As dificuldades de aprendizagem também podem surgir inerentes a alguns diagnósticos, como por exemplo, deficiência intelectual, paralisia cerebral, atraso global de desenvolvimento, PHDA, problemas neurológicos ou sensoriais (ex: deficiências auditivas, visuais, lesão cerebral traumática, AVC pediátrico).

Dentro das dificuldades de aprendizagem sobressaem aquelas que são denominadas de “dificuldades de aprendizagem específicas (DAE)”. Este tipo de perturbações é causado por uma dificuldade do sistema nervoso, que interfere com a normal receção, processamento e comunicação de informação, especificamente nas áreas relacionadas com a aprendizagem da leitura, escrita e/ou matemática. As perturbações de aprendizagem específicas afetam pelo menos 1 em cada 10 crianças em idade escolar, com um nível de inteligência normal para a sua faixa etária e, surgem durante o desenvolvimento, tornando-se mais evidentes no início da escolaridade. Dividem-se em 4 tipos: 1) Dislexia: caracteriza-se por dificuldades no processamento fonológico com repercussões na aprendizagem da leitura, apesar da capacidade cognitiva preservada; 2) Disortografia: caracteriza-se por défices nas aptidões da escrita, que se traduz na dificuldade em compor textos escritos e na presença de múltiplos erros ortográficos; 3) Disgrafia: caracteriza-se por problemas funcionais no ato motor da escrita (e.g. caligrafia irregular, dificuldades na motricidade fina); 4) Discalculia: caracteriza-se por um comprometimento significativo das competências aritméticas, apesar de um adequado funcionamento intelectual.

Portanto, compreende-se que a diferenciação acima descrita torna-se importante para o entendimento dos fatores que estão a afetar a aprendizagem escolar para, posteriormente se planear a forma de intervenção mais adequada à criança/aluno.

Ressalvamos que as crianças com dificuldades na aprendizagem escolar tendem a apresentar baixo desempenho escolar e a expressar sofrimento de forma internalizadora ou externalizadora. Quando internalizam, fazem atribuições internas aos seus insucessos académicos (ex: duvidam de si, apresentam baixa-autoestima, sentem-se incompetentes e envergonhadas). Quando externalizam fazem, sobretudo, atribuições externas (ex: exibem sentimentos de frustração, zanga, agressividade e inferioridade, afastam-se dos objetivos académicos e apresentam problemas de comportamento).

Concluindo, quando a dificuldade do aluno se deteta e, antes de lançar qualquer possibilidade de diagnóstico é preciso que o aluno passe por uma avaliação especializada com profissionais da área de saúde. Essa equipa pode incluir médicos, psicólogos, terapeutas da fala, pedopsiquiatra, terapeutas ocupacionais ou psicomotricistas.

Outro ponto importante é incluir a família do aluno para que ela participe do processo de ensino-aprendizagem e compreenda quais as dificuldades dos filhos, de forma que eles também recebam orientação familiar. Para facilitar essa comunicação com os pais e responsáveis, é importante que a escola mantenha um relacionamento próximo e aberto com as famílias dos alunos.

Um diagnóstico precoce constitui uma condição favorável para uma intervenção mais eficaz com a criança.

Se suspeita que o seu filho possa estar a sentir estas dificuldades, nós acreditamos que podemos ajudar.

Ellus Saúde
Saúde Materna, Saúde
Infantil e Parentalidade

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