por | 29 Out, 2020 | Grandes Louzadenses, Sociedade

Puxão de orelhas? É preciso mais!

A pandemia, COVID 19, tem-se feito sentir no concelho de Lousada com grande acutilância, sendo do conhecimento de todos esta nefasta realidade. Desde o seu início que o PSD Lousada tem feito diversas propostas em sede própria: Câmara Municipal.

Assim sendo, o PSD Lousada, após reiterados alertas, considera que o executivo socialista deveria estar sempre na linha da frente do combate à pandemia, COVID 19, o que não tem feito. Pedro Machado, e os seus vereadores, tem-se preocupado mais com os recursos gastos nesse combate do que com os bons resultados e o bem-estar dos Lousadenses. Foi o presidente da Câmara de Lousada que em reunião de câmara afirmou que «não vou esbanjar recursos» – pode ler-se nas atas das reuniões disponíveis no site do município.

O PSD Lousada, desde março, vem alertando o executivo socialista para a premente necessidade de articulação com as diferentes entidades do concelho, de forma a evitar o exponencial de casos de COVID 19, como está, infelizmente a acontecer. E só agora vem a público – não o fez antes para não ser acusado de politiquice – alertar para a inoperância de Pedro Machado, o principal responsável da Proteção Civil, já que apresentou, em reunião de câmara, um sem número de propostas de combate à pandemia.

 Pedro Machado não as teve em conta, rejeitando-as, pois considerou que era um «esbanjar de recursos». E agora que a pandemia se agudizou no concelho – e depois de ter levado um puxão de orelhas do primeiro-ministro, o seu chefe a nível nacional, – é que teve a humildade de reconhecer, aceitar e promover algumas propostas do PSD Lousada. É lamentável a falta de proatividade do presidente da câmara de Lousada.  De referir, igualmente, o empenho do vereador da Saúde, Nélson Oliveira, nesta situação pandémica, que foi altamente publicitado, mas na prática pouco eficaz no combate à pandemia. Não passou de um aglomerar de contactos e reuniões com várias entidades do concelho, em síntese, muita intenção e pouco resultado. Mau exemplo deram os políticos, em geral, quando há poucos meses, em férias, mostraram-se altamente descontraídos e descomprometidos com as medidas de segurança. Isto é válido para quase toda a classe política com responsabilidades, a começar pelo presidente da república, pelo primeiro-ministro e membros do governo e não menos importante por quem lidera o nosso município, Pedro Machado.

Por último, referência para algumas das muitas propostas apresentadas, em reunião de câmara, pelo PSD Lousada:

1 – Reduzir em 50% o preço da água, do saneamento e dos resíduos sólidos urbanos (taxa do lixo), enquanto estão em vigência as medidas de contingência para o Covid 19. Esta medida terá impacto diminuto nas contas do Município porque o consumo de água durante o mesmo período será seguramente superior ao normal, o que vai originar mais receita para a Câmara Municipal;

2- Não proceder a qualquer corte no fornecimento de água durante o período de contingência a todos aqueles utentes que por qualquer motivo não tenham liquidado as faturas em atraso.

3 – Distribuir máscaras e luvas pelos Serviços Municipais, Juntas de Freguesia, Instituições Particulares de Solidariedade Social e comerciantes, para apoio às medidas de contingência.

4 – Constituir um Gabinete de Crise Municipal presidido pelo Presidente da Câmara ou seu representante, e que deve integrar um representante das seguintes entidades do Concelho: Juntas de Freguesia, Autoridade de Saúde, Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Lousada, Proteção Civil, Bombeiros Voluntários, Guarda Nacional Republicana, Agrupamentos Escolares, Instituições Particulares de Solidariedade Social, Industriais e Comerciantes. Sempre que possível este Gabinete deve reunir de forma não presencial, usando os meios tecnológicos ao dispor, nomeadamente skyp, mail, telefone e outros.

Deve este gabinete coordenar, agilizar, sensibilizar e implementar as medidas para prevenir e combater o Covid 19.

5 – Realizar testes serológicos à população do concelho, de forma a poder saber qual a imunidade de grupo;

6 – Melhorar a coordenação entre o Município – na pessoa do presidente da câmara – enquanto órgão máximo da Proteção Civil do concelho – e o presidente da ACES III, de forma a poderem coordenar, conjuntamente, ações preventivas a serem implementadas, considerando existir uma óbvia descoordenação na resposta de primeira linha do SNS para doentes COVID 19 quer para os outros;

7 – Reforçar nas comunidades de risco (GNR, Bombeiros, Escolas, etc.) os testes PCR ao COVID 19.

PSD Lousada

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