por | 6 Fev, 2021 | Cultura

Grupo de amigos unidos pela música

“Os amigos de Vilar” é um Grupo de Cavaquinhos que nasceu em 2014 fruto de uma brincadeira. Já com um CD gravado, esperam o alívio das medidas da pandemia para retomar a atividade. 

O Grupo de Cavaquinhos “Os amigos de Vilar” surgiu a partir de um grupo de amigos, “que já realizava algumas festas de aniversário. Nessa altura, algumas pessoas começaram-me a pedir para os ensinar a tocar cavaquinho. Começamos de uma brincadeira, mas as coisas começaram a correr bem, começamos a andar para a frente e cá estamos”, explica José Ferreira, fundador do grupo. 

Pelo grupo já passaram elementos de diversas idades e freguesias do concelho. “Os elementos já não são os mesmos, porque durante seis anos mudou muito, mas continuamos cá. Agora, infelizmente, temos de estar parados”, lamenta. 

José Ferreira, fundador do grupo

Começaram em 2014, com 17 elementos, e foram aumentando o número até atingirem os 32 elementos. A pandemia provocou um decréscimo e, hoje, são cerca de 22, “porque saíram as pessoas com idade, outras que seguiram outra vida, estudar e assim”. 

Já tiveram mais jovens, já foram praticamente todos da freguesia de Vilar do Torno e Alentém e, atualmente, dividem-se. “Com os estudos alguns saíram, mas são ainda 5/6 e com gente de fora da freguesia”, refere o fundador. 

“Fazemos várias atividades no nosso parque, fazemos a festa dos cavaquinhos, em julho organizamos a festa das concertinas e depois, no primeiro domingo de agosto, com a ajuda da Câmara, fazemos a festa do emigrante, e é aí que exploramos o bar.” 

A atividade deste grupo passa pela realização de festas, festivais de cavaquinho e atuações em associações: “o que fazíamos mais era festivais de cavaquinhos. Chegamos a correr de Vila Garcia até Monção, corremos tudo”. 

“Fazemos várias atividades no nosso parque, fazemos a festa dos cavaquinhos, em julho organizamos a festa das concertinas e depois, no primeiro domingo de agosto, com a ajuda da Câmara, fazemos a festa do emigrante, e é aí que exploramos o bar”, recorda. 

Os convites para atuações fora de Portugal já foram alguns, mas, com o elevado número de elementos, viram-se obrigados a recusar. No futuro, “vamos ver se os 22 que tínhamos, se vão ser os mesmos, se vão ser mais, se vão ser menos. Se forem os mesmos já é bom. Entretanto vamos ver os convites que aparecem”. 

Instrumentos para todos os gostos 

Nem só de cavaquinhos vive o grupo. “Temos cavaquinhos, violas, concertinas e instrumentos de percussão, como a pandeireta, reco, tambor e ferrinhos”, explica.

A adaptação à Covid-19 “não foi fácil”, mas vivem um dia de cada vez. “Paramos quando veio a primeira vez, depois quando libertaram um bocadinho começamos a ensaiar aqui em baixo, a fazer uma roda grande para estarmos separados, mas depois paramos outra vez e por enquanto nem se pensa sequer em voltar”, lamenta. 

“As pessoas do grupo dizem que têm saudades, que isto nunca mais vai embora, que querem começar, mas enquanto estiver assim não, porque isto não é brincadeira, temos de ter muito cuidado”, reforça o fundador. 

José Ferreira é o fundador do grupo, com a ajuda de mais dois elementos, “que ajudam na organização e assim”, mas, garante, “trabalha o grupo todo, somos um só”. 

Os ensaios são realizados na sede da Junta de Freguesia de Vilar do Torno e Alentém, a quem são agradecidos por toda a ajuda. “Começamos na escola, estivemos lá um mês e viemos logo para aqui. Temos de agradecer muito à Junta de Freguesia, que nos ajuda muito, mas tem sido muito trabalho nosso também”, menciona.

“Chegamos a ir à televisão e a fazer vários espetáculos. Agora vamos começar de novo. Se não pudermos ultrapassar, que cheguemos ao patamar que já estávamos.”

O objetivo é chegar ao patamar onde já estavam, com a participação em momentos televisivos e festas marcantes. “Chegamos a ir à televisão e a fazer vários espetáculos. Agora vamos começar de novo. Se não pudermos ultrapassar, que cheguemos ao patamar que já estávamos”, relata. 

As duas idas à televisão, o concerto na Agrival e um concerto em Alfândega da Fé são alguns dos momentos que o fundador destaca como importantes para a história do grupo. No entanto, não esquecem o primeiro concerto “a sério”, conta o fundador, que se realizou em Chaves, em 2015. Nesse mesmo ano, o grupo aproveitou ainda para gravar um CD. 

1 Comment

  1. Fernando Emílio de Sousa

    Pequena historia de 10 anos, mas com algum conteúdo e bonito. Parabéns e muito progressos.

    Reply

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