por | 23 Fev, 2021 | Opinião

Um ano de pandemia em Lousada

Opinião de Nuno Fernandes – Presidente da JS

Estamos em fevereiro de 2021 e um ano depois do início da pandemia, muito se poderá escrever acerca da gestão municipal da COVID-19. Fomos pioneiros a enfrentar os primeiros casos de uma realidade que atravessa o mundo e que ditará para sempre, um período difícil da história de todos os nossos cidadãos.

Perante uma dimensão avassaladora, rapidamente adotamos, em vários setores, medidas de apoio e de contenção da pandemia que foram alteradas e aperfeiçoadas ao longo do tempo. O setor social foi talvez o mais pressionado e para o qual foram exigidas mais respostas, a par do setor da saúde. Mais tarde, atravessando mais do que um estado de emergência, também os setores do comércio, da indústria e do turismo integram uma ação primordial do município. Estamos perante um trabalho multidimensional com resultados profícuos para todos os Lousadenses, sendo certo que muito há a fazer, principalmente a partir do momento em que nos virmos livres desta maldita pandemia, para recuperarmos a economia.

O serviço de ação social do município, apesar do aumento dos pedidos de intervenção, constituiu a Equipa EMA (Equipa Multidisciplinar de Apoio à Covid-19), que em parceria com a Saúde Local, desenvolvem um trabalho exímio de sinalização e encaminhamento de casos e identificação de cadeias de transmissão – relembro que fomos pioneiros nesta concretização que tanto ajudou a Autoridade de Saúde; criou a linha de Apoio Municipal que se tem revelado essencial e revigorou o apoio e a articulação com as IPSS’s locais, bombeiros e forças de segurança. Um trabalho em rede e de muita proximidade a todos os Lousadenses.

A redução ou isenção de variadas taxas, como a ocupação do domínio público com esplanadas, os lugares da feira municipal, os estacionamentos na via pública, a aplicação do tarifário social ou das famílias numerosas nas tarifas de água e saneamento são algumas das medidas de apoio às famílias e aos comerciantes. As iniciativas levadas a cabo pelo Comércio Tradicional de Lousada constituem outra mais-valia a enaltecer.

Perante esta exigência, Lousada manteve o rumo de manter os impostos mais baixos. IMI no mínimo legal permitido e ausência da Derrama (taxa sobre o lucro das empresas). É certo que o Município de Lousada é menos independente financeiramente que outros, mas isso deve-se essencialmente à política de baixos impostos municipais que tem vindo a ser aplicada ano após ano. Era fácil mudar este desiderato e talvez outros não hesitassem em fazer aumentos sucessivos de impostos para terem mais uns milhares do lado de cá, mas quem sofria eram os Lousadenses e as nossas empresas que tinham que pagar ainda mais impostos, num país sobrecarregado de taxas.

Vivemos um tempo novo, com esperança, mas que tem que ter responsabilidade. Com a vacina a chegar e a ser administrada já em Lousada aos públicos de maior risco, não podemos facilitar. Pede-se cautela, pés assentes no chão e muita serenidade em termos de saúde pública. Quanto à economia, será o passo seguinte!

Atravessámos períodos bastante difíceis. Talvez, para muitos, o caminho ainda esteja no início, mas temos a certeza de que aquilo que estiver ao alcance desta gestão municipal e que priorize o bem-estar e a qualidade de vida dos cidadãos, será, efetivamente, feito.

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