Por José Carlos Carvalheiras
O rock lousadense tem vários casos de bandas e músicos originários de outras localidades que se estabeleceram no nosso concelho Um caso pouco (re) conhecido é o de Luís Neto, fundador dos Ex-Líbris, da Maia, que teve bastante projeção e impacto a nível regional. Este guitarrista e professor de geografia veio para Lousada lecionar e aqui se estabeleceu.
A banda de rock Ex-Líbris é originária da cidade da Maia e foi fundada, nos anos 80, por Luís Neto, na guitarra, e Rui Rodrigues, na bateria. Os restantes elementos, vocalista e baixista, foram sendo substituídos por exigência dos compromissos da banda. Os Ex-Líbris tocavam temas de outras bandas e, também originais, na vertente do “HardRock”. A banda realizou vários espetáculos em Lousada, no bar “Sunny Side” e nas festas grandes em honra do Senhor dos Aflitos, em 2001. As performances da banda foram sempre excelentes, “segurando” o público do princípio até ao fim dos espectáculos. Nas Festas grandes de Lousada, a Avenida Senhor dos Aflitos esteve totalmente repleta de pessoas que cantaram, dançaram e acompanharam a banda com palmas ao longo de todo o evento.
Numa das remodelações da banda, no início deste novo século, surgiu a oportunidade de integrar um músico de Lousada. “Eu já conhecia o Paulo Soares há alguns anos, já que residia e resido em Lousada. O Paulo era um jovem muito interessado por música e bom instrumentista. O Paulo Soares integrou os Ex-Líbris como viola baixo, tendo realizado inúmeros espetáculos em toda a região norte litoral do país”, revela Luís Neto, que atualmente leciona na escola Secundária de Vizela.
Sobre essa experiência na sua carreira, o lousadense Paulo Soares disse que “a minha participação nos Ex-Libris foi muito gratificante e produtiva. Durante algum tempo senti-me como um músico profissional” e conclui que “foi uma experiência muito enriquecedora e contribuiu para o meu crescimento musical”.
“Após os Ex-Líbris, fundei, em 2010, os MIDWAY, uma banda de pop-rock. Esta banda teve excelente aceitação tendo sido muito requisitada para espetáculos de várias iniciativas, quer como banda de originais, quer como banda de versões de temas clássicos do rock”, explica o músico.
“A música rock em Lousada, até ao surgimento da pandemia, estava em bom plano. Tinham surgido boas bandas, havia maior quantidade e diversidade de iniciativas, assim como locais para as bandas realizarem espetáculos e ganharem experiência de palco. Na actualidade, parece-me que essa “vitalidade” se mantém, demonstrando o “sector” uma grande resiliência às adversidades dos nossos tempos”, conclui Luís Neto.












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