Nasceu em Vilar do Torno e Alentém em 1988. É apaixonado pelo desporto automóvel e, por isso, a sua vida tem sido marcada pelos contributos a associações ligadas a esta modalidade. Luís Marinho é atualmente o Presidente do Clube Automóvel de Lousada (CAL), onde exerceu diversas funções e permanece desde 2011.
Define-se como uma pessoa calma e tranquila, mas ambiciosa e que procura fazer sempre mais e melhor. A sua infância foi passada em Vilar do Torno e Alentém, onde frequentou a Escola Básica, tendo prosseguido para Caíde de Rei. Mais tarde, realizou o curso de Informática, em Felgueiras, e iniciou a licenciatura em Engenharia e Proteção Civil, que não terminou.
“O trabalho no CAL fez-me suspender os estudos. Tenciono um dia concluir, mas, para já, não”, reflete Luís Marinho, que ocupa o cargo de presidente do CAL desde 2019. Foi em 2011 que deu os primeiros passos no clube, como comissário de posto, passando mais tarde pelo secretariado e onde fez de tudo um pouco.
Em 2015, era secretário do CAL, posteriormente foi vice-presidente, até que, em 2019, acabou por assumir a presidência desta associação. Ainda nesta modalidade, Luís Marinho foi presidente do Moto Clube Senhora Aparecida, durante dois anos.
“A primeira corrida que presenciei, nem tinha completado um ano, foi no circuito de Vila Real.”
Apaixonado pelo desporto automóvel, mas sem nunca ter ambicionado ser piloto, presenciou desde muito novo as provas nacionais e internacionais. “A primeira corrida que presenciei, nem tinha completado um ano, foi no circuito de Vila Real. A partir dos 10 anos foi quando comecei a frequentar o CAL como espectador, nas provas do Campeonato de Portugal e do Europeu”, afirma.
Na altura, recorda, “ainda vinha com uns amigos de bicicleta, porque os meus pais não ligavam muito a isto. Mas sempre acompanhei o desporto automóvel de muito perto. Tenho uma paixão muito grande pelo desporto motorizado, tanto automóveis como motas”.
Forte ligação ao CAL
Sendo o primeiro projeto que abraçou, no que diz respeito ao associativismo, esta é uma ligação forte que já dura cerca de 10 anos. “Uma das coisas que caracteriza o pessoal do clube é sermos os melhores naquilo que estamos a fazer. Dá-nos outra motivação, até porque fazemos várias provas do Campeonato de Portugal, recebemos as primeiras provas do Campeonato e, quando há alterações a nível regulamentar, somos nós a pôr em prática essas medidas e damos sempre uma boa resposta. De uma forma geral, somos muito ambiciosos e queremos sempre fazer as coisas muito direitas”, afirma o presidente.
Luís acredita que a entrada no associativismo é pela paixão ao desporto motorizado, mas, “a dada altura temos de pôr isso de parte e olhar para todos os meios que isto envolve e esquecer a competição. É estar preocupado em fazer convocatórias para os comissários, contratar reboques, licenças, pedidos de corte de estradas à Guarda Nacional Republicana (GNR), regulamentação, há mil e umas coisas que fazem esquecer o sentimento das bancadas”.
“Sempre que fazemos aqui provas, nunca conseguimos ver. Tem uma logística muito grande e ficamos impedidos de ver as provas que fazemos aqui. Então procuramos sempre ver as outras provas, mesmo fora do país, para aprender, tirar ideias e usufruir daquilo que não podemos usufruir aqui”, explica.
Quanto à possibilidade de abraçar outros desafios, revela que, para já, “vou estar aqui no clube enquanto quiserem que cá esteja, porque não vou estar sozinho, sou eu e os meus colegas. No dia em que eles deixarem de estar, eu também deixo e será para fazer uma pausa, porque tenho outros projetos onde já estou envolvido, que é a Promoção do Campeonato Nacional de Rallycross. Estou sempre disposto a ajudar, mas não quero assumir nenhum compromisso mais sério”.
Super Especial em Lousada
Lousada recebe, já no próximo dia 21 de maio, sexta-feira, a Super Especial do Rally de Portugal. Quanto a esta prova, Luís Marinho refere que “é algo recente e que todos os anos sofre alterações. Embora o traçado seja o mesmo, tudo o que está por trás muda sempre alguma coisa”.
“Este ano temos a dificuldade da covid-19 e de sermos os primeiros a ter público nas bancadas, em 2021. Tudo o que se passar aqui pode refletir o futuro: para o bem e para o mal. Temos a consciência que pode não correr como esperamos, mas vamos fazer de tudo para correr bem e pedimos que as pessoas cumpram com as informações que são dadas pelas autoridades, quer de segurança, quer de militares da GNR, cumpram com a sinalética que vamos ter na bancada, a ver se daqui para a frente as coisas começam a correr bem, não só para nós, mas para todo o desporto”, alerta.
“Houve algumas coisas que fomos obrigados a reduzir, não em termos desportivos, mas em termos de espetáculo.”
Ainda com as dificuldades devido à pandemia, as expectativas para esta prova estão em alta. “Houve algumas coisas que fomos obrigados a reduzir, não em termos desportivos, mas em termos de espetáculo, porque as necessidades assim obrigam. Embora tenha havido um aumento significativo no preço dos bilhetes, houve uma redução do público e as despesas são ainda maiores”, testemunha o presidente.
As bancadas estarão divididas por setores, explica, o que significa que “só em gradeamento é um aumento muito grande de custos, temos de aumentar o número de segurança privada para controlar cada um dos setores e temos de marcar a bancada. Há uma série de coisas que nos trazem um aumento de custos e as receitas não chegam para cobrir tudo o que se vai gastar aqui. Isto só será possível com a ajuda da Câmara Municipal”.
A direção alerta, ainda, para que o público cumpra todas as regras de saúde pública: “se não remamos todos para o mesmo lado, não nos adianta todo o trabalho que estamos a fazer para que isto corra bem. É esse o nosso receio e, por isso, queremos apelar para que as pessoas que venham assistir usem máscara, sempre que possível mantenham o distanciamento, respeitem a entrada e saída e todas as indicações que lhes forem dadas”.












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