Desde a sua fundação, que a Santa Casa da Misericórdia de Lousada foi de encontro às necessidades da população. Em 1912 a área da saúde era perfeitamente descurada e os pobres e doentes não tinham qualquer ajuda, tendo a Mesa Administrativa da época considerado ser prioritário a criação do Hospital Sousa Freire.
A ambição de proteger e ajudar os outros passou de geração em geração, de Mesa Administrativa em Mesa Administrativa sendo a SCM Lousada, desde sempre, um pilar essencial na proteção social e da saúde da população de Lousada.
Hoje, com o nome de Hospital de Lousada sabemos o que a população quer e merece, investimos em novos serviços, reconvertemos as nossas instalações e apostamos em novas especialidades.
Atualmente, a muitos trabalhadores, ainda não é proporcionado o adequado acompanhamento no que respeita a Saúde no Trabalho, por isso, decidimos criar um serviço capaz de suprir os hiatos existentes.
Não vemos esta área como um mero processo de cumprimento obrigatório, mas sim, como um espaço de eleição para a prevenção primária dos riscos profissionais, para a criação de saúde e bem-estar para os trabalhadores, para a recriação de espaços de trabalhos e empresas mais sólidas, produtivas e ricas.
Reunimos uma equipa multidisciplinar de médicos especializados em Medicina do Trabalho, enfermeiros especializados em Saúde no Trabalho, e outros técnicos, com um papel próximo de cada pessoa e empresa.
O Hospital de Lousada, hoje como no passado, está preparado para responder as necessidades da comunidade, empresas e seus trabalhadores, ambicionando proteger cada recurso através do acesso a serviços de saúde personalizados e diferenciados, garantindo o seu bem-estar físico, mental e social.












Boa Tarde,
Prof. José Diogo Fernandes,
Obrigado pela publicação efectuada, via Linked in, relativamente ao Reconhecimento Público dos Serviços do Hospital de Lousada, pois quanto a estas palavras, desde já, me penitencio por tardias, uma vez que, tendo-o relatado a diversas pessoas por este país fora, julgo ser minha obrigação fazê-lo por escrito. Porquê?
Porque quando se trata de mal dizer, de algo ou de alguém, por vezes, o ser humano, tem uma tendência instintiva de no imediato corroborar tal posição, esquecendo-se do merecido elogio, quanto a pessoas e instituições, como é o caso do Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Lousada, que tão bem tem feito aos cidadãos e em relação ao qual, eu e os meus, temos uma eterna dívida de gratidão.
Abreviadamente, terei que me reportar a 21 de Abril de 2018, eram 07.30 horas e recebo um telefonema da senhora minha Mãe, relatando-me a completa e total paralisia do corpo do meu Pai, apesar do seu normal estado cognitivo. Transportado que foi, para o Hospital Padre Américo em Penafiel, pelos membros da excelente corporação dos Bombeiros Voluntários de Lousada, e aí pronta e excelentemente assistido, acabou aquele por ser transferido para o Hospital de S. João no Porto, onde igualmente, diga-se, por profissionais de excelência foi tratado.
Já internado naquela unidade hospitalar, foi-lhe diagnosticada uma doença auto-imune, mais propriamente, o síndrome “Guillain Barre”. Confesso a minha completa ignorância, do qual nunca tinha ouvido falar, mas que, após largos e exaustivos dias de busca pelo conhecimento, bem como, no contacto com médicos e enfermeiros, na tentativa de perceber a que doença havia sido acometido o meu Pai, foi-me reportado, que a mesma era do foro neurológico, mais propriamente, a afectação dos nervos periféricos do cérebro e, consequentemente, a completa paralisia muscular. No entanto, a doença havia estabilizado.
Foi muito duro, até àquela data, vi sempre o meu Pai como um esteio no seio familiar, alguém que sempre teve total dedicação para com o seu trabalho, um comerciante durante as 24 horas do dia.
A vida é madrasta, no espaço de uma horas tudo havia mudado, aquele homem, passou de uma vida extremamente activa, a um mero corpo, prostrado numa cama de um hospital e a necessitar de ajuda para tudo.
Quando me refiro a ajuda para tudo, foi mesmo tudo, não mexia uma perna, um pé, um braço, uma mão, um dedo. TRISTE!
Após quase dois meses de internamento no Hospital de S. João, eis que se deu a transferência para o serviço de Cuidados Continuados daquele Hospital, mais propriamente, na unidade de Valongo, começava aí a sua reabilitação.
Porém, e apesar de todos os esforços dos profissionais daquele serviço, perdoem-me a expressão: “não se fazem omeletes, sem ovos”, não se via qualquer progresso, o tempo passava, o meu Pai desesperava e nós, filhos e mulher, não víamos uma luz ao fundo do túnel.
Havia que procurar, almejávamos vê-lo novamente a mexer aquele corpo completamente inerte.
Daí, não querendo misturar a crença, com a ciência, foi com muita fé, e acreditando na capacidade de todos os profissionais do Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Lousada, que através do meu Amigo e excelente profissional, Dr. Carlos Santos Costa, que solicitamos uma reunião com o Ex.mo Senhor Dr. Carlos Santos, director clínico dessa Instituição, no sentido de se promover a transferência do meu Pai para esta Abençoada unidade hospitalar, acreditando que algo de bom lhe poderia acontecer.
Assim foi, foram superadas todas as nossas expectativas, tudo o que nos havia sido dito até àquela reunião foi ultrapassado, pois aquilo que nos havia sido transmitido até aí era algo como:
– “…quando muito poderá ficar numa cadeira de rodas…”;
– “…poderá ficar acamado para a vida…”
– “…não lhes sei dizer como poderá ficar, poderá ficar a vegetar…”
Mas não!
Queria tratar todos os profissionais do Hospital de Lousada que acompanharam o meu Pai pelos seus nomes, perdoem-me, não vou fazê-lo, posso esquecer-me de algum e seria de uma tamanha injustiça e ingratidão para o mesmo, ou os mesmos, uma vez que, a nossa dívida de gratidão para com eles é para a vida.
À Direcção clínica, a todos os médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, auxiliares de acção médica, funcionários da limpeza, funcionários administrativos, todos, uma palavra de enorme GRATIDÃO, são profissionais de excelência, são de um enorme humanismo, são geniais!
Sempre tiveram uma palavra amiga, um gesto de conforto, o CARINHO para com o meu Pai e para com toda a família, um BEM HAJA a todos!
Para terminar, o meu Pai caminha, o meu Pai é autónomo, o meu Pai conduz, muito obrigado Hospital de Lousada e todos quantos fazem parte dessa mui nobre Instituição de Excelência.
Tiago Marques Ferreira.
Boa tarde!
Muito obrigado pelo seu comentário. É muito importante este seu reconhecimento do trabalho dos colaboradores do Hospital de Lousada.
Peço~lhe que também ajude a divulgar o nosso jornal.
Abraço grato,
José Diogo Fernandes