A Associação Recreativa de Nogueira (ARN) nasceu em 1984, intitulada de “Estrelas de Nogueira”, fundada por um grupo de amigos. Atualmente, é composta pela equipa de futebol sénior, um grupo de dança e o Bando das Gaitas.
Foi num espírito de “companheirismo” que nasceu a atual AR Nogueira, que começou pelo futebol e pelo sonho de “almejar outros campeonatos”, revela Rui Pereira, o atual presidente. “Começou-se a pensar em entrar na Associação de Futebol do Porto (AFP) e fomos uma das primeiras equipas federadas em Lousada e também das mais antigas”, explica.
Rui Pereira, de 34 anos, faz parte do clube há 17 anos e já foi jogador, diretor e vice-presidente. Em 2019, aceitou o desafio de liderar a associação e é o presidente desde então.
Desde então, o clube disputa o Campeonato INATEL, onde estão “muito contentes”, porque é “um campeonato espetacular, que não deve em nada à AFP. A única coisa que ainda não está tão enraizado aqui na zona é o conhecimento do que é o campeonato”, lamenta.

“Infelizmente, não temos espaço nem dimensões para poder almejar uma AFP. Poderíamos entrar, mas não poderíamos subir de divisão. Para isso, teríamos de ir para outro lado e não achamos viável essa situação”, explica o presidente.
Apesar de ser um campeonato competitivo, Rui Pereira lamenta que seja disputado apenas por três equipas do concelho de Paredes e que sejam a única equipa lousadense. “Somos um clube muito ambicioso, somos pioneiros em muitas coisas, como o projeto AFAL, e queremos abranger ainda mais o leque de conhecimentos das pessoas aqui da zona. É um campeonato que tem todas as condições para ser o futuro e uma solução mais económica face à Associação de Futebol do Porto”, reflete.
O campeonato não terminou devido à pandemia, “mas estávamos muito bem lançados, estávamos na meia-final da taça e estávamos em 4.º lugar a seis pontos do primeiro com menos um jogo. Estava a correr bem, mas não houve oportunidade de acabar o campeonato. Não conseguimos alcançar os objetivos”, lamenta.
Os objetivos da associação continuam exatamente os mesmos que eram pautados em 1984: ganhar, ganhar e ganhar. “É um clube que é conhecido por ser um clube ganhador e, infelizmente, nos últimos anos, as coisas não têm corrido muito bem, mas estamos a crescer passo a passo, a nível de estrutura e de qualidade de jogadores”, orgulha-se.
Das taças mais importantes já conquistadas, o presidente destaca “a taça que ganhamos com um jogo amigável para homenagear um dos sócios fundadores, um grande sócio, o Sr. Sousa, que merece ser sempre recordado nesta associação. Foi uma pessoa que ajudou muito o clube e é a taça mais importante que temos”.
“É um clube que é conhecido por ser um clube ganhador e, infelizmente, nos últimos anos, as coisas não têm corrido muito bem, mas estamos a crescer passo a passo.”
As maiores dificuldades, atualmente, são a nível financeiro. “Não estando na AFP, não podemos cobrar bilhetes e isso não ajuda. Não temos sintético e as dimensões também não nos ajudam. Precisávamos de ter mais dimensões, mas não temos possibilidades para aumentar, e precisávamos de ter formação”, lamenta.
“O que podemos fazer é ir melhorando as instalações que temos. Começamos a fazer a pintura dos muros, da bancada, a remodelação do balneário, com a ajuda da Câmara, e a remodelação do bar, com a ajuda da Junta de Freguesia, que nos ajudou com as tintas”, menciona o presidente, deixando um agradecimento a ambas as entidades, aos sócios e à população de Nogueira.
Por enquanto, o projeto de um novo espaço para colocar o sintético está na gaveta, para que “não façamos aquilo a que não estamos habituados, que é dar um passo maior do que a perna”, confessa.












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