por | 12 Nov, 2021 | Desporto

UCR Boim sonha alcançar metas mais altas 

A 11 de março de 1978, Lousada via nascer mais uma Associação: a União Cultural e Recreativa de Boim (UCR Boim). A união surgiu quando um grupo de pessoas se uniu para praticar desporto. É constituída por futebol, rancho e fanfarra e sonha alcançar novas metas em cada uma das modalidades. 

A UCR Boim nasceu da vontade de um grupo de pessoas em fazer mais e praticar desporto. “Havia, neste terreno, dois campos. Esse grupo falou com os senhorios, juntaram os dois campos e nasceu a associação”, explana António Babo, de 58 anos e o atual presidente. 

Atualmente, a União Cultural e Recreativa de Boim tem “futebol sénior, futebol de formação, a fanfarra e o rancho, apesar de, neste momento, estes dois últimos não estarem em atividade devido à pandemia”, revela. Contudo, brevemente a fanfarra irá retomar os ensaios, porque a partir de janeiro já será possível retomar as atuações nas festas que antigamente participavam.

António Babo

A maior dificuldade que esta associação encontra é a nível financeiro: “é muito difícil gerir uma coletividade, porque os apoios são poucos, os sócios também são poucos e as despesas são muitas”, lamenta António. No entanto, a falta de estruturas também são uma preocupação, uma vez que o campo ainda é pelado.  

Por isso, só conseguiram formar uma equipa de futebol de formação de sub-10, tendo grande parte dos jogadores da freguesia de Boim a jogarem fora, “porque noutros clubes oferecem-lhes melhores condições”, refere. Um dos objetivos desta associação passa por conseguir manter as equipas de formação e levá-las até aos séniores, “mas para já não é possível”, afirma. 

Se formar uma equipa de formação não é tarefa fácil, para conseguir uma equipa de séniores também não é. “Ao formar a equipa e ao falar com alguns jogadores, as perguntas que sempre surgem são: `mas é campo pelado ou sintético?`, acabando por preferirem jogar em sintético”, exemplifica, tendo que se sujeitar aos jogadores que ainda aceitam jogar em pelado.

Para além desta contrapartida, a pandemia também veio ajudar à perda de alguns jogadores: “gostávamos de ter inscritos 25 jogadores, mas de momento ainda não temos”. António acredita que o receio acabou por tomar conta de muitos jogadores e “mesmo das suas próprias famílias, o que é compreensível”, acrescenta. Assim como para os jogadores, para os sócios também foi prejudicial, “tiveram quatro meses sem vir para a sede e isso também foram receitas que perdemos”.

De momento o futebol de formação está a competir no campeonato da AFAL e os seniores militam na Associação Futebol Clube do Porto, na segunda divisão do Campeonato Distrital. Um dos objetivos é subir de divisão, porém, “na época passada não conseguimos subir devido à pandemia, porque o campeonato esteve suspenso três vezes”. 

 No ano passado não perdemos jogo nenhum, mas fomos eliminados nos penáltis”, lamenta, considerando injusto a maneira como perderam. Este ano, o objetivo de subir de divisão está cada vez mais perto, “temos cinco jogos e cinco vitórias, mas ainda falta muito campeonato”.

Os objetivos da direção passam por melhorar as condições das infraestruturas da URC Boim para que consigam ter um crescimento a nível de todas as atividades.

Aos sócios e a todos que acompanham esta a associação, o presidente deixa uma mensagem: “aos sócios peço que nos continuem a ajudar como têm feito até agora e quero também agradecer a todos os nossos patrocinadores, bem como à União de Freguesias de Cristelos, Boim e Ordem e também à Câmara Municipal que nos tem ajudado”, finaliza o presidente.

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