por | 19 Abr, 2023 | Crónica Jurídica, Opinião

A procuração

O ato de alguém atribuir a outrem, voluntariamente, poderes representativos, mediante documento válido, não é algo recente e muito menos do desconhecimento geral. 

Assim, já não é atual no nosso ordenamento jurídico que alguém se faça representar mediante Procuração e com isso o terceiro age em nome e pelos interesses do representado, dentro dos limites dos poderes conferidos. 

Para se entender como válida, a Procuração tem de revestir a forma exigida para o negócio que o procurador deva realizar, assim quando haja intervenção notarial as procurações poderão ser realizadas por documento particular autenticado, instrumento público ou documento particular escrito e assinado pelo representante com reconhecimento presencial de letra e assinatura.

Importa referir que, é frequente o recurso à Procuração para a atribuição de poderes na concretização de determinados negócios, sendo crucial que nesta se faça constar o ato em concreto para o qual se está atribuir poderes (venda, compra, dar de arrendamento ou comodato, por exemplo), bem como indicar expressamente a atribuição de faculdades para a celebração dos mencionados atos, tal como assinar documento particular de compra e venda ou contrato de arrendamento/comodato, assinar documentos, fazer requerimentos, realizar a retificação destes caso se mostre necessário, entre outros.

Entenda-se que, embora existam Procuração de amplitude genérica é legalmente exigido que, entre cônjuges, esta seja realizada de modo expresso, devendo em caso, por exemplo de venda de bens, o imóvel estar devidamente especificado e identificado e já estar na esfera jurídica do mandante à data da concessão de poderes. 

A Procuração poderá extinguir-se mediante renúncia, por revogação ou cessação da relação jurídica que lhe serve de base. 

Vânia Morais Martins e Cláudia Teixeira | Solicitadoras

Comentários

Submeter Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Artigos recentes

Lousadense Marco Silva é campeão pelo FC Porto

O jovem futebolista lousadense Marco Silva conquistou hoje o título de Campeão Nacional de...

Foi hoje inaugurado, na Escola Secundária de Paços de Ferreira, um projeto inovador e sustentável:...

Lousadense Beatriz Ferreira mobiliza comunidade para apoiar escolas em Cabo Verde

A solidariedade volta a ganhar voz em Lousada pelas mãos de Beatriz Ferreira, jovem lousadense que...

Na última sessão da Assembleia Municipal de Lousada, perguntei ao executivo que estratégia tem...

“Contas certas não significam contas justas nem desenvolvimento real”

Na mais recente Nota de Imprensa do PSD Lousada, o partido "manifesta a sua profunda preocupação e...

Crédito Agrícola perde em tribunal

O Supremo Tribunal condenou a Caixa Agrícola a pagar e reintegrar Susana Faria, mantendo a decisão...

AGRADECIMENTO

COM ETERNA GRATIDÃO, eu, Maria Irene Monteiro, venho, através d’ O Louzadense, agradecer o imenso...

Montalegre voltou a ser palco de mais uma jornada intensa do Campeonato Nacional de Rallycross...

Os maiores inimigos da liberdade, ironicamente, são, precisamente, aqueles que dizem ser os seus...

Editorial 163 | Pseudo Abrilistas

São 52 anos de Abril, 50 anos da Constituição da República e, muito em breve, 50 anos do Poder...

Siga-nos nas redes sociais