Falar verdade é fácil e simples, e reconhecê-la mais ainda. A verdade é o primeiro impulso e instinto que vem de dentro de nós, tudo o resto é trabalhado e adulterado. A verdade vê-se no olhar e nas atitudes, nem é preciso ouvir as palavras. É tão fácil identificar a verdade e a mentira.
Então porque é que insistimos em não admitir a verdade, porque arranjamos desculpas, porque aguardamos por explicações? Porque insistimos em não ver? Porque nos queremos iludir e enganar?
Porque para ver e admitir a verdade é preciso coragem, porque depois de a assumirmos há consequências e dá trabalho e exige de nós. E nós somos preguiçosos e comodistas e temos medo. Dizemos e reclamamos a verdade, mas a verdade dói, e ninguém se quer magoar.
Mas se continuarmos a evitar a verdade e nada fizermos, tudo voltará para e contra nós e num novelo muito mais difícil de desembaraçar.
Pelo que temos de arriscar, temos de ir pela verdade, por muito desconfortável e incómodo que seja. É melhor sofrer pela verdade do que pela ilusão de uma falsa verdade.
Sejamos honestos, porque honestidade é muito mais do que falar verdade, é viver a verdade, é ser integro. E ser integro é uma decisão de viver de acordo com o nosso coração.
Ser verdadeiro tem de voltar a ser uma virtude. Temos de ensinar aos nossos filhos que a verdade é o melhor caminho, que às vezes dói, mas que nos liberta!













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