Nas últimas semanas, Lousada tem sido assolada por notícias relativas ao encerramento de indústrias, nomeadamente do sector da confecção, vestuário e moda. De acordo com os Censos 2021, 41% da população activa trabalha na Indústria Transformadora. Ou seja, o nível de exposição do concelho de Lousada ao sector da confecção, vestuário e moda é elevado.
É, por isso, urgente que se tomem medidas que permitam diversificar o tecido empresarial e a redução da exposição a um sector volátil, demasiado exposto à Banca e às subidas de taxas de juros dos últimos dois anos; a estes factores acrescem os níveis de qualificações baixos e o frágil posicionamento competitivo na cadeia de valor.
Atrair empresas de diferentes sectores de actividade que valorizem o investimento local e promovam o crescimento do emprego na região, sem exposição a um ou dois sectores de actividade. É necessário promover o desenvolvimento de actividades económicas de alto valor acrescentado e de cariz tecnológico, que potenciem o crescimento do PIB (produto interno bruto) da região, as exportações e o emprego qualificado. E, claro está, fomentar o desenvolvimento de actividades económicas já existentes, em sectores chave do concelho, procurando estimular a inovação nas actividades com forte know-how na região (subir na escala de valor com produtos e serviços de maior valor acrescentado).
As entidades públicas e privadas devem articular-se com vista à mobilização de agentes que promovam a captação de investimento, a competitividade das empresas e a notoriedade do concelho.
Tudo isto, tem que vir acompanhado com medidas de simplificação e desburocratização de procedimentos que facilitem a captação e retenção de investimento no concelho.
Aguarda-se, com urgência, um Plano Estratégico para o Desenvolvimento Económico de Lousada.
Opinião de Ricardo Luís* , Contabilista e Consultor de empresas
*O autor escreve mediante o antigo acordo ortográfico













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