Atualmente existem menos famílias numerosas. Quer seja por causa das sucessivas “crises económicas” que fazem tremer as finanças de todos nós; quer seja pela falta de tempo e energia para conciliar os horários de vários filhos – são vários os entraves apresentados por muitos para a não constituição de uma família numerosa.
Contudo, quando analisamos à lupa as rotinas de famílias numerosas que conhecemos, vemos que todas as dificuldades de uma grande família são sempre colmatadas com muita originalidade, pragmatismo e união. Os irmãos mais velhos vão tornando-se cada vez mais autónomos perante os nascimentos dos irmãos mais novos chegando, muitas vezes, a serem um elo de suporte e apoio para os próprios pais. Por sua vez, os irmãos mais novos vão tendo nos irmãos mais velhos as referências para se tornarem independentes.
A Comunicação e a Escuta são a base da harmonia nas grandes famílias!
Comunicação direta e tranquila dos pais para os filhos sobre as necessidades a serem cumpridas por todos (e.g. todos devem cumprir os horários para não atrasarem a restante família); criação de tempo de escuta de todos os elementos da família para, sobretudo, se otimizar processos e facilitarem as rotinas de cada um.
E por incrível que pareça, estudos indicam que as famílias numerosas estão mais aptas para acolherem novos elementos, sem que isso cause uma enorme disrupção familiar.
Já dizia o ditado: “Onde come um, comem dois” e as famílias numerosas estão aí para nos ensinar a enfrentar em conjunto todos os desafios.
Opinião de Andreia Moreira, Psicóloga












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