Há eventos na nossa vida que nos obrigam a parar, seja uma doença, uma perda ou uma desilusão. Parece que apanhamos um choque e ficamos em transe, parece que nos perdemos e que tudo fica sem sentido. E aí percebemos que o tempo nos foge e por isso procuramos mais essência.
Primeiro ficamos chocados, depois em sofrimento, depois procuramos a luz e perdemo-nos no nevoeiro. Mas quando temos a coragem de enfrentar todos os nossos defeitos e todas as nossas dores e respeitá-las e vivê-las, tudo fica mais simples e mais leve.
É como se a vida recomeçasse, é hora de realizar sonhos, de deixar legado, de encontrar um propósito da vida, de nos reinventarmos. Ficamos mais seletivos e só queremos estar ao lado de pessoas boas, honestas e humanas, muito humanas.
E esta coragem de nos questionarmos e de tentarmos ser o que quisermos ser, assusta porque passamos a ser alguém provisório, já não somos quem éramos e ainda não somos o que nos transformaremos, mas apreciamos todo o processo de autodescoberta e autoconhecimento.
É um ato de liberdade que poucas vezes tivemos a coragem de reconhecer ou pôr em prática, mas sabemos que este é o caminho para darmos o melhor de nós.
A vida tem muitos ciclos, só temos de estar atentos, pois cada ciclo dá-nos a oportunidade de nos reinventarmos e sermos cada vez melhores e mais felizes.
Opinião de Cláudia Lousada, Consultora












Comentários