CAMPO SINTÉTICO É UM SONHO EM CASAIS
Fundado a 8 de março de 1983, a Associação Desportiva Recreativa e Cultural de Valmesio tem uma novidade nesta temporada de 2023/24 que está a iniciar. A equipa, pela primeira vez na sua história, está a competir a nível de seniores no futsal, na primeira divisão distrital da modalidade nas competições da Associação de Futebol do Porto.
Localizada na União das Freguesias de Nespereira e Casais, no concelho de Lousada, o emblema do Valmesio regressa às provas depois de uma época de inatividade, o que apanhou muitas pessoas de surpresa dado que chegou a estar oficializada a inscrição da equipa para jogar no campeonato.
“Decidimos apostar neste ano nos seniores de futsal, pois temos um plantel em condições. No futebol, o nosso campo é pelado e nossa equipa não quer jogar ali pois estamos a passar por reformas para conseguirmos colocar um sintético e criar vários escalões jovens, como já houve em tempos nesta coletividade.”, disse o dirigente.
Como a criação do campo sintético e demais obras no recinto exterior ainda vai demorar algum tempo, a associação decidiu “investir no futsal. Foi a melhor maneira que arranjamos para termos atividade desportiva. Procuramos alguns indivíduos que já jogaram aqui, que tem alguma experiência no futsal também para dar alguma qualidade ao plantel.”
Na temporada 2021/22, a formação do Valmesio esteve presente nos Sub-19, Sub-15, Sub-13 e Sub-11. Entretanto, alguns contratempos fizeram com que o clube perdesse esse atrativo e ficasse sem atletas nas camadas jovens.
“Há dois anos, tínhamos mais de 70 miúdos aqui. Só que tivemos alguns contratempos. Em meu entender, quiseram dar passos maiores que as pernas e perdemos tudo. No ano passado, já não tivemos nada no que diz respeito a competições”, declara Manuel Morais.
“Para este ano, foi mais fácil organizar os seniores do que a formação. No meio da época, vamos começar com as escolinhas e abrir captações para termos uma ou duas equipas prontas para a próxima época”, revelou.
Uma vertente que tem muitos seguidores e apoiantes é o desporto feminino e o Valmesio está atento a isso: “a nível de feminino, vamos tentar fazer um misto com várias meninas, para tentarmos para o próximo ano ter uma equipa”, adianta o presidente.
A estratégia do clube “é dar uma formação de futsal o mais completa possível para os miúdos em conjunto também com treino de futebol, para depois os levarem para o campo de futebol de 11 já mais preparados”, esclareceu Manuel Morais.
Com cerca de 3.387 habitantes na freguesia, um dos objetivos do clube em investir nos seniores é de trazer as pessoas novamente para mais perto do clube. Com apenas este escalão a representar o emblema valmesiense, Manuel Morais almeja que isso traga bons frutos para a entidade de Casais.
“Nós queremos que tudo o que estamos a fazer traga mais pessoas para perto de nós e achamos que isso vai acontecer com a equipa de seniores. O início foi muito promissor, quando tivemos aqui um jogo-treino com os juniores do CCD Ordem, que já são muito rodados e tem uma boa equipa. Levamos mais de 200 pessoas para o nosso pavilhão para acompanhar este evento, o que para nós é muito importante. É só o início do que estamos a fazer e queremos muito mais. Assim como no jogo para a Taça, tivemos uma excelente moldura humana no pavilhão, só foi pena não termos ganho, mas não se ama o clube só quando ele vence”, salientou o dirigente.
Equipa de seniores tem 17 atletas e é treinada por Luísa Moreira. Estão no escalão inicial das competições oficiais, numa série com 9 equipas, tendo saído ao Valmesio a folga na jornada inaugural. Na segunda jornada, que se joga neste fim de semana, disputa-se um confronto entre as equipas de Lousada (Valmesio e Figueiras), que se realiza na sexta-feira à noite no pavilhão municipal de Lousada.
“Não temos futebol de 11 porque hoje já poucos querem jogar em campo pelado. Já falamos com a Câmara para meter piso sintético, mas dizem que o campo não tem a largura oficial. Não vamos desistir e garanto que vamos mesmo insistir nesse nosso objetivo. Já aqui se fizeram jogos oficiais e por isso acreditamos que as medidas não serão problema. Queremos muito relvar o campo para criar novamente equipas de futebol de 11 em vários escalões, sobretudo na formação”, disse o presidente da coletividade de Casais.
A angariação de fundos é uma prioridade da coletividade. Os comes e bebes são uma das fontes de receitas, assim como a venda de canecas do clube. Muito concorrida foi a tradicional “Cagada da Vaca”. E mais, muito mais, está para vir.
















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