Hoje em dia, a ideia de “arranjar um bom emprego, ficar efetiva e, a partir daí, construir toda a nossa vida” já não se aplica. São poucas as pessoas que em algum momento das suas vidas já não ficaram desempregadas; sendo o desemprego um momento limitado no tempo e não uma situação definitiva. Ninguém é desempregado; as pessoas estão desempregadas.
Mas estarmos desempregados ou a terminar uma experiência de trabalho promove o surgimento de emoções negativas, tais como, mágoa / tristeza: “Sinto-me tão triste/ tão injustiçado que (…)”; sem valor: “Agora que estou desempregado (a) sinto que já não sirvo para nada”; sentimentos de traição também são comuns (“Sinto que fiz o melhor por aquele emprego / por aquela empresa e agora fui dispensado…”).
Todos estes pensamentos, sentimentos e emoções, e outros tantos que não foram aqui relatados, são perfeitamente normais, contudo é a nossa responsabilidade aumentarmos a nossa consciência de que um pensamento nem sempre corresponde à realidade.
Se ficou desempregado/a relativamente à pouco tempo ou está a passar por uma situação de desemprego, concentre-se em tudo o que pode controlar, ou seja, faça a sua parte: invista na aquisição de novas aprendizagens; melhore os seus conhecimentos e desenvolva as suas competências; amplie a sua rede de contactos para se manter ativo/a.
Esta é uma experiência desafiante mas uma atitude proativa de procura de emprego e um investimento pessoal e académico em si são excelentes indicadores de sucesso.
Seja proativo.
E procure ajuda para este momento…
Andréia Moreira, psicóloga













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