Lousada encontra-se perante a oportunidade de moldar o seu desenvolvimento para as próximas décadas. Como se diz na gíria popular, há “rodos” de dinheiro disponível e a entrar nos cofres do município, seja por via do PRR e Norte2030/PT2030, seja por via do considerável aumento das receitas fiscais. Esta oportunidade, porventura irrepetível, traz o desafio, a exigência e a enorme responsabilidade de projetar e executar algumas realizações “macro” úteis para a afirmação e organização sustentável do território.
Já pensou, caro(a) leitor(a), o quão proveitoso seria se o nosso concelho passasse a dispor nos próximos anos de uma Loja do Cidadão, porventura no terreno contíguo ao Pelourinho, com ligação próxima aos serviços municipais pela Rua Santo António e parque de estacionamento no terrado da feira? Uma nova centralidade ao longo da Avenida de Errenteria, com a Praça do Românico; um terrado dedicado à organização da Festa Grande e parque de estacionamento nos restantes dias do ano; um Centro de Congressos da região, porque não Centro de Congressos do Românico; e a eventual Estação de Comboios da linha do Vale do Sousa? Um Centro Industrial e Tecnológico na proximidade dos eixos rodoviários A42/A11 e a ampliação das áreas de acolhimento empresarial existentes, com uma rede de acessos através de novos eixos rodoviários (vias rápidas)? Uma Rede Integrada e Articulada de Transportes Públicos? Uma nova Pista de Automobilismo, capaz de acolher a realização de eventos nacionais e internacionais?
Estas e outras sugestões, para não detalhar, p.e., a reorganização do parque escolar ou dos centros de saúde e a edificação de centros de convívio comunitários e unidades de saúde mental e de reabilitação, são exemplos concretos que merecem a apreciação e discussão pública.
A comunidade lousadense não pode ficar refém da visão única de um edil ou de um partido. Deve, pois, promover e participar na discussão de tão importantes assuntos para o futuro coletivo, que se deseja transformador, sustentável e inclusivo.
Os próximos tempos terão de ser, obrigatoriamente, de maior cooperação e abertura, também ao exterior. É preciso incitar os cidadãos a discutir as diversas perspetivas que se apresentam como propostas. Ao mesmo tempo, investir em redes e conetividades, enquanto se investe no tecido social local (IPSS’s, associações e sociedade civil) e na valorização dos recursos endógenos e património do nosso concelho (edificado, artístico, natural, paisagístico e imaterial).
Assim se promove a boa governança, dentro das obrigações de governação. E uma delas é a revisão do PDM – Plano Diretor Municipal, documento estratégico fundamental para definir e salvaguardar as ambições legítimas para o nosso território e comunidade.













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