Quem sucede a Filipe Costa?
Poucos dias depois da Festa Grande de Lousada deste ano, um jovem, de 29 anos, imbuído do espírito destemido que o caracteriza, entregou na paróquia uma lista candidata à organização do evento de 2024. O jovem e os que o acompanhavam nessa demanda esperaram semanas, meses e uma decisão não lhes era comunicada. Ia já alto o mês de outubro quando decidiram desistir. Parece que não há mais listas. O vazio está instalado. Até ver.
Já há festas e romarias de 2024 em preparação por esse concelho diante, mas na vila está tudo por definir. “Eu não diria que é preocupante este vazio, mas começa a fazer-se tarde, porque há decisões que têm de ser tomadas com muita antecedência”, afirma o anterior presidente da comissão, o empresário Fernando Filipe Costa. “Há um ano, já estávamos a trabalhar bastante em back office, na definição de estratégia, planeamento e não só”, acrescentou.
A dimensão que o evento tomou poderá ser motivo para afastar alguns pretendentes à sua organização? “Não creio que isso seja motivo para desmotivar alguém. É certo que a Festa Grande atingiu um patamar muito elevado, mas eu penso que não se deve criticar, mas sim louvar qualquer organização de um evento que é feito por carolice, como um ato de cidadania”, justifica Filipe Costa, o qual já o havia dito e voltou agora a referir que nem ele nem qualquer pessoa da sua comissão vai candidatar-se para 2024.
O jornal O Louzadense sabe que, em agosto, um jovem empresário do comércio de automóveis formou uma lista para se candidatar à comissão organizadora da Festa Grande de Lousada de 2024. Sabemos que essa lista integrava pessoas jovens, quase todas com menos de 30 anos. A mesma foi entregue no cartório paroquial da capela do Senhor dos Aflitos e os jovens ficaram a aguardar uma aprovação.
O tempo foi passando, a maioria das romarias foi anunciando as respetivas comissões de festas, que lançaram mãos ao trabalho para realizar os seus festejos de 2024. Soubemos também que mais nenhuma lista foi entregue às entidades superintendentes da Festa Grande, pelo que se pensava que a única lista em cima da mesa seria a escolhida.
Mas não foi assim. Cansado de esperar, o jovem dirigiu-se ao Cartório Paroquial e deu baixa da lista. Desistiu.
“Não vou entrar em detalhes. Apenas lhe digo que eu retirei a minha candidatura. Com respeito que tenho a todos os lousadenses”, afirmou o jovem, que pediu para o mantermos no anonimato.
E agora, quem se vai chegar à frente? Alguém se irá voluntariar ou será indigitado? Seja como for, este processo não é orientado por qualquer regulamento, o que provoca incertezas e indefinições. Por inerência dessa ausência de linhas orientadoras instituída, a escolha de uma comissão organizadora das festas fica entregue ao livre arbítrio de duas entidades: a paróquia (que é a entidade mais interessada na componente religiosa das festividades) e o Município (que é o principal financiador do evento). Para quando essa regulamentação?














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