FUTEBOL CLUBE DE NESPEREIRA
Para quando não sabem, mas querem muito, isso é uma certeza. Infelizmente não depende só dos nespereirenses a construção de um campo sintético. Disso e da coletividade em geral falou-nos o presidente do FC Nespereira, um dos clubes mais antigos do concelho, Sérgio Daniel Xavier da Silva, de 32 anos. Este distribuidor de profissão antes de assumir a presidência fez parte da direção que retomou a atividade no clube após uma paragem de 4 anos, onde assumiu o cargo de vice-presidente.
O que move este nespereirense e seus colegas de direção são as metas e objetivos traçados. Porém, “na situação em que nos encontramos, muitas das vezes os nossos objetivos desportivos esbarram nos problemas das nossas infraestruturas, pois não é possível dar grandes passos desportivos sem que exista igualdade de circunstâncias”, afirma em jeito de chamada de atenção.
Desportivamente, no que ao futebol diz respeito “o FC Nespereira sempre foi reconhecido como uma equipa competitiva que entra em todos os jogos para lutar pelas vitórias e isso não mudará independentemente dos argumentos. De salientar também, que desportivamente o clube conta com o projeto de uma equipa de BTT que vai para a terceira época, até então composta por 5 atletas, mas que futuramente está previsto aumentar o número de participantes na modalidade”.
Uma coletividade destas tem sempre obras para fazer. Nespereira não foge à regra: “estão a decorrer obras nas bancadas e no balneário da casa de modo a conseguir o máximo de conforto quer para sócios e adeptos, como para os atletas”, revela Sérgio Silva.

“Todos ansiamos por melhores condições e o campo sintético é um assunto fulcral para o qual infelizmente ainda não temos uma resposta. Não se trata de uma questão de vaidade ou realizar de um sonho de todas as direções que têm passado por aqui, este assunto vai muito além dessa ambição. Tendo em conta a reformulação dos formatos competitivos da associação e as suas constantes exigências para evoluir e modernizar o futebol distrital, considero que é muito importante ter o sintético para conseguir acompanhar o comboio. Explica que “caso contrário vamos entrar numa bola de neve devido à falta de condições, consequentemente falta de atratividade, desmotivação, falta de competitividade, falta de resultados, afastamento das pessoas, falta de visibilidade, consequentemente falta de apoios financeiros e assim pode estar em causa o futuro do clube”.

Sérgio Silva acredita que “quanto mais tarde chegar (o campo sintético), maior a probabilidade de todos os outros estarem vários passos à nossa frente. Para além de todos estes aspetos, trabalhar assim coloca-nos numa situação mais frágil em relação à concorrência, exemplo disso são os dias de muita chuva como tem acontecido nesta semana, que nos obriga a desmarcar treinos para poupar o terreno para os dias de jogo, pois não ter o terreno nas mínimas condições, já nos levou a ser alvo de chacota e insultos por parte de adversários, que nos visitam em dias de inverno. Mas estamos a trabalhar mediante as nossas possibilidades para evitar que isto aconteça até essa oportunidade chegar”.
PEDITÓRIO DECORRE NA FREGUESIA
Atualmente a associação tem uma equipa sénior a competir na primeira divisão distrital e uma equipa de BTT a competir na taça regional de Vila Real.
Para manter essas equipas e as necessidades da coletividade “durante o ano vamos realizando algumas atividades como jantares comemorativos, arraiais, cagada da vaca e como não pensamos só em nós, anualmente realizamos uma caminhada em que parte da receita é atribuída a causas solidárias”, afirma o diretor do FC Nespereira.
Os diretores do Nespereira são um misto de jovens com pessoas experientes, notando-se a presença de alguns estudantes. Todos com vidas bastante ocupadas, mas que dedicam ao clube muito dos seus tempos livres. No dizer de Sérgio Silva, são “pessoas de trabalho, humildes, sérias, de respeito que no fundo fazem as coisas por amor ao clube e à terra sem contrapartidas e que no fundo só querem o melhor para o clube”.
Falando de números, “o orçamento varia mediante o número de equipas e atletas, assim como de intervenções que se façam a nível de obras nas instalações. Contudo, fazemos sempre os possíveis para que seja um orçamento que na nossa perspetiva não venha a exceder as nossas possibilidades”, declara o presidente.
Por fim, falamos do apoio das pessoas: “existe um pouco de tudo, há pessoas que dizem que querem ajudar e que vão ajudar e nunca chegam a ajudar, outras marcam horas e dias para nos receberem e nunca estão. Contudo, de uma forma geral, o Município, a Junta de Freguesia, os patrocinadores, sócios e grande parte da freguesia e dos simpatizantes apoiam bastante”.
A concluir, Sérgio Silva referiu que “recentemente iniciámos uma angariação de fundos pela freguesia e através do Louzadense aproveito a oportunidade para deixar um agradecimento a todos pela forma generosa e simpática como nos receberam em suas casas. A todos um sentido obrigado”.














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