por | 1 Dez, 2023 | Opinião, Sem filtro

Vamos cruzar os braços?

O descrédito, a impunidade e a falta de vergonha dos políticos que elegemos deixam-nos revoltados, frustrados e com sentimento de impotência. Por favor, não insultem mais a nossa inteligência!

Choca-me a inversão de valores crescente e assustadora, a forma como nos impingem a normalidade da mentira, da desonestidade e como se esforçam por distrair a sociedade programando-nos cada vez mais para sermos passivos!

Cabe-nos a nós decidir se nos vamos deixar levar nesta corrente e ficar no conforto da passividade, ou se queremos salvar o que resta da nossa democracia, porque todos somos responsáveis pelos líderes que escolhemos, de forma ativa ou passiva.

É claro que apenas temos o poder de escolher o mal menor, porque a lista de líderes já vem pré-selecionada, e é daí que vem a nossa frustração e impotência, mas não podemos abdicar do nosso poder no voto, na influência, na informação.

Não podemos mais ficar calados, temos de expressar o que sentimos e no que acreditamos, sem medo! Não nos deixarmos levar pela opinião que nos querem vender.

Temos de dedicar mais tempo para conhecer melhor quem escolhemos para líderes, recolhermos informação fidedigna, não nos deixarmos conduzir pela informação que outros recolhem, temos de perceber as ideias, os programas, o carácter. Não queremos mais conversas mansas, queremos conteúdo, queremos essência, queremos verdade, competência e transparência.

Eu acredito na sensibilidade, bom senso, perspicácia e inteligência do povo português. Mas a nossa atitude tem de mudar! Somos tendencialmente conformados, mas vamos deixar que continuem a atirar areia para os nossos olhos?

Está na hora de intervirmos, de sermos mais exigentes, de pensarmos que futuro queremos para o nosso país e para os nossos filhos, e fazermos parte das mudanças que queremos que aconteçam.

Cláudia Lousada

Consultora

1 Comment

  1. Vítor

    Excelente artigo!
    Contudo, permita-me a minha pueril questão.
    Não será um caso de estudo a decisão de voto de uma larga franja do eleitorado luso?

    Reply

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