por | 31 Dez, 2023 | Ambiente, Uncategorized

“Plantar Lousada” já devolveu à natureza mais de 113 mil árvores, com a ajuda de cerca de 10 mil voluntários

No passado dia 6 de dezembro, o Município de Lousada levou a cabo mais uma iniciativa do projeto “Plantar Lousada”, que juntou utentes da Universidade Sénior de Lousada e crianças para aumentar a plantação de árvores na Mata de Vilar.

O projeto que a Câmara Municipal lançou no final de 2016 já plantou mais de 113 mil árvores no concelho, com a ajuda de mais de 10 mil voluntários, e aponta a meta de 150 mil até 2025.

Durante a iniciativa o vereador Manuel Nunes, responsável pelo pelouro do ambiente, explicou-nos que o Município, através do projeto “Plantar Lousada”, tentou “introduzir um fator de melhoria ambiental no território, com a plantação de árvores, o primeiro objetivo eram 10 mil árvores até 2025 e conseguimos ultrapassar esse objetivo logo no primeiro ano, no último inverno, plantamos a árvore 113 mil e essas árvores têm a particularidade de terem sido todas plantadas por mais de 10 mil voluntários”, disse.

O autarca referiu ainda que as árvores têm sido plantadas em espaços geridos e cogeridos pelo município, juntamente com parcerias com privados. O município dispõe ainda do subprograma “Plantar Lousada no Quintal”, em que os munícipes podem solicitar árvores ao município, para plantar nos seus territórios, com monitorização e acompanhamento técnico.

Segundo o edil, a área intervencionada no concelho ascende aos 100 hectares, e conta com uma taxa de sucesso de cerca de 70%. Desde o início do projeto que “tem envolvido dezenas de milhares de horas de voluntariado, tem um impacto económico e social muito interessante, o objetivo é até 2025 chegar às 150 mil árvores no concelho”, disse.

Além do fator ambiental, o vereador referiu a importante componente social, que “envolve a comunidade, como agente de transformação e de mudança na gestão do território, as pessoas são convidadas a participar, não só na plantação, mas também na manutenção daqueles espaços que estamos a intervir e, dessa forma, temos assistido ao longo dos anos a cada vez mais pessoas estejam disponíveis para participar, por verem a mudança acontecer”, disse.

O edil afirma que o “Plantar Lousada” tem sido um enorme sucesso, “é tão grande que tem sido replicado noutros municípios, com algumas variações”, além disso com “uma ação muito simples, que é plantar uma árvore, é possível fazer uma transformação”, afirmou. 

“Os vários prémios que o Município recebeu ao longo destes últimos anos, por causa da estratégia ambiental, são a prova de que vale a pena continuar a apostar nestas transformações, que podem parecer pequenas à escala de uma única árvore, mas quando são todas conjugadas são enormes e têm um impacto muito assinalável”, afiançou.

A Mata de Vilar, local onde decorreu a iniciativa, com cerca de 14 hectares de trilhos e espaço útil, foi adquirida pelo município em 2008. Na última década foi intervencionada pelo município, com a remoção de espécies invasoras e exóticas, reflorestação e melhoria da atratividade para a biodiversidade. O vereador Manuel Nunes disse que a Mata “tem neste momento mais de 70 espécies de vertebrados, e mais de uma centena de aves que são regularmente avistadas cá”, além disso foi introduzida água e “condições de visitação para as pessoas, como trilhos melhorados”, sendo atualmente a “primeira área de  floresta com um trilho acessível para pessoas com mobilidade reduzida do país, trilhos sensoriais e um conjunto de infraestruturas de visitação, desde laboratórios até auditórios, espaços de usufruto de observação da fauna e da biodiversidade, que permitem que a Mata seja usada 365 dias por ano, desde o Inverno até ao Verão, sempre com algo diferente para oferecer”, disse.

O espaço conta com “com dezenas de espécies florestais que vale a pena conhecer, é a única área florestal desta região digna desse nome porque a grande maioria das espécies que aqui temos são espécies nativas, sobretudo carvalhos, que criam uma área contínua de carvalhal que não é comum na nossa zona, porque infelizmente os carvalhais foram desaparecendo e hoje o que temos são florestas de monocultura”, o espaço que conta com uma equipa dedicada e um programa educativo vocacionado para as escolas e grupos, pode ser visitado a qualquer altura, mediante agendamento.

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