por | 1 Jan, 2024 | Associativismo, Cultura, Sociedade

TURISMO RELIGIOSO É UM DOS OBJETIVOS

Confraria dos Ermitões da Senhora Aparecida

A Confraria dos Ermitões de Nossa Senhora Aparecida foi fundada este mês, inspirada na Lenda de Nossa Senhora Aparecida. Tal como o ermitão, que segundo a lenda (ver texto adiante) levou e promoveu no Torno e arredores a imagem da Nossa Senhora, um dos propósitos desta coletividade é também a divulgação da fé e devoção à santa, bem como a cultura e a tradição daquela Vila. “Juro aos pés da querida Mãe, levar seu nome mundo fora”, é um dos lemas desta novel coletividade.

No dia 8 de dezembro, pelas 16 horas, no Santuário de Nossa Senhora Aparecida decorreu a Entronização do I Capítulo da Confraria dos Ermitões de Nossa Senhora Aparecida, tendo como madrinha a Confraria do Bazulaque de  Magneto (Meinedo). Neste Primeiro Capítulo, foram entronizados 20 confrades que se tornaram, assim, nos fundadores desta entidade: Carla Cunha, Hugo Carvalho, Liliana Mesquita Machado (chanceler-mor), Carlos Cunha, José Carlos Pinto, Vítor Faria, Júlio Lemos (mestre de cerimónias), Hélder Moreira, Carlos Pacheco, Manuela Babo Faria, Catarina Moreira, Patrícia Costa, Paula Babo Faria, Sílvia Sousa, Liliana Babo, Arminda Leite, Bárbara Fernandes, Maria João Mesquita, Diana Leite e Elisabete Leite.

Os seus membros sublinham que “a Confraria dos Ermitões de Nossa Senhora Aparecida não é um grupo paroquial nem político. Embora os seus princípios sejam de inspiração católica, tendo como pedra angular a Nossa Senhora Aparecida. Cada confrade, partilhando um sentimento comum: o amor e devoção a Nossa Senhora Aparecida, representa o Ermitão que, com a Nossa Senhora Aparecida no coração, divulga, expressa e preserva a fé e devoção à “Querida Mãe”.

A Confraria dos Ermitões de Nossa Senhora Aparecida é uma associação civil que tem como objetivo a promoção, preservação e divulgação da tradição, cultura, expressão de fé e devoção a Nossa Senhora Aparecida, bem como a organização e realização de atividades culturais e tradicionais na nossa terra. O propósito é promover o turismo local, mas sobretudo, o turismo religioso, tão característico de Nossa Senhora Aparecida que, além de ter uma das maiores romarias do Norte, tem o maior andor do mundo. Assim, com atividades a decorrer ao longo do ano, a Confraria pretende que as peregrinações decorram além do mês de agosto, criando uma nova dinâmica de peregrinação e turismo religioso.

Entronização da Confraria dos Ermitões da Aparecida

A LENDA DA SANTA E DO ERMITÃO

Na base desta original entidade está a lenda da Senhora Aparecida, que está assim descrita por Olga Faria, numa publicação de 4 de dezembro de 2006 no blog Aparecida dos Avós: “(…) há muitos e muitos anos, um pobre eremita (ou ermitão), que pedia esmola de terra em terra, trazia ao colo, num abraço de proteção, a imagem de uma senhora, não grande em tamanho, mas, dizem as escrituras, grande em serenidade e afeto. Era um homem amado por todos pela sua dedicação e bondade para com as crianças, velhinhos e animais. O seu dormitório, também se vestia de simplicidade: uma pequena e seca mina situada no monte da Nossa Senhora da Conceição, onde atualmente, fica o santuário da Senhora Aparecida. Se se ausentava por algum tempo, lá voltava ao abrigo, tão pobre de conforto e aconchego. Porém, certo dia, todos os aldeãos se convenceram de que aquele homem de fé seguira outro rumo. A sua sentida ausência só podia explicar-se por uma longa viagem, na companhia da santinha guardiã. Assim, passaram-se os dias, até que o bondoso eremita caiu no esquecimento. Só passados anos, por volta de 1823, se tornou a ir pescar ao baú da memória aquele personagem único, que orava a todo o momento. O motivo advinha de um estranho mistério que estava a criar a curiosidade nas gentes da terra: inúmeras estrelas cadentes caíam insistentemente no monte da Nossa Senhora da Conceição. Seria obra do acaso ou facto digno de descoberta? O melhor a fazer era partirem para as escavações que seriam razão de surpresa diante de tamanho imprevisto: na terra remexida, juntamente com louças, carvão e vestígios do velhinho há muito desaparecido, eis que surgia a radiosa imagem, com o seu manto azul e o seu menino risonho, companhia de todas as andanças do pedinte. Repicaram os sinos a festejar tal achado, e de todo o Alto Minho a arribas do Douro vieram devotos ajoelhar, cumprir promessas, rogar favores”.

Ermitão

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