Pacientes psicóticos são vistos pela sociedade com uma lente negativa e de estigma, a sociedade precisando de aprender um pouco sobre eles. Lidar com pacientes psicóticos demanda uma abordagem sensível e empática, seguindo algumas diretrizes essenciais para garantir uma interação terapêutica eficaz. Primeiramente, é crucial evitar promover ou reforçar os delírios do paciente, pois isso pode agravar os sintomas e complicar o tratamento. Além disso, não contradizer os delírios do paciente é fundamental, pois contestá-los pode prejudicar a relação terapêutica, sendo necessário manter uma postura de respeito e compreensão, mesmo que as crenças do paciente não sejam reais.
Quando o paciente se perde em seus próprios delírios, é útil tentar redirecionar o assunto para temas mais concretos e tangíveis, mantendo a comunicação objetiva e produtiva. É fundamental respeitar a perceção do paciente, reconhecendo que as suas experiências delirantes representam a sua própria realidade. Mesmo que essas experiências pareçam irracionais para outros, é importante abordá-las com empatia e compreensão, valorizando a validade das perceções individuais de cada paciente.
Por exemplo, considera-se o caso de um paciente A que descreveu um dia de chuva intensa, mas afirmou não se ter molhado, atribuindo esse acontecimento a uma intervenção divina. Diante disto, é necessário abordar essa experiência com respeito e compreensão, reconhecendo a validade das perceções do paciente dentro do seu contexto individual.
Íris Pinto
Psicóloga













Comentários